Padres condenados por pedofilia são expulsos pelo Vaticano

O Vaticano expulsou nesta terça-feira três padres que foram condenados em dezembro por pedofilia no município de Arapiraca, em Alagoas. A decisão foi anunciada após a Igreja concluir os processos canônicos. As informações são da assessoria de imprensa do senador Magno Malta, que denunciou os casos de abuso quando presidia a CPI da Pedofilia. Um dos três jovens que foram vítimas do crime disse que o bispo de Penedo (AL), dom Valério Breda, foi quem o comunicou da decisão do Vaticano. “Ele disse apenas que os três não são mais padres”.

Para os familiares dos rapazes, a expulsão provou que as acusações eram verdadeiras. Os monsenhores Luiz Marques Barbosa, 83, e Raimundo Gomes, 54, e o padre Edilson Duarte, 44, foram condenados em 19 de dezembro por praticarem o crime de pedofilia contra três coroinhas. Luiz Marques pegou 21 anos de prisão, e Raimundo e Edílson cumprirão pena de 16 anos e 4 meses. Os três negam abuso e vão recorrer em liberdade. O senador Magno Malta elogiou a atitude da Igreja. “Já apresentei Voto de Aplausos ao Papa Bento XVI que considerou abominável e hediondo o crime da pedofilia, agora, fico mais feliz de saber que o Vaticano não deixou impune a quadrilha que não respeitava a Igreja e cometia crimes que matam a alma das crianças e jovens”, resumiu. “Acabamos com um ciclo. O padre Edilson, réu confesso, disse-me no Fórum de Arapiraca que aos 14 anos foi abusado no seminário. Quando ordenado padre, ele então virou um pedófilo, aliciando crianças de 10 anos de idade, como foi denunciado por um pai. É momento de apoiar estas vítimas que resgataram a moral da cidade e que não merecem nenhum estigma. São heróis, jovens simples, que deram uma lição de ética e coragem. Vou recebê-los em breve, como prova de apoio, e farei uma homenagem pública aos três cidadãos”, finalizou Malta.

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