Produtor de Canarana paga três vezes mais frete que o americano

Em comparação aos produtores argentinos, a distância para escoar a soja é quatro vezes maior para os produtores canaraenses

Na noite de quarta (22) o 8º Circuito Aprosoja ocorreu em Canarana, a 810 quilômetros de Cuiabá, localizado na região Leste de Mato Grosso. O evento contou com a participação de mais de 180 pessoas, superando a expectativa de público. “Achei muito interessante esse painel internacional com informações dos nossos principais concorrentes e, principalmente, o resumo do mercado consumidor. As informações de mercado são muito importantes pra nós”, disse o delegado da Aprosoja, Murilo Ramos.

“Foi o melhor Circuito que já tivemos, o tempo foi cronometrado e sentimos que os produtores gostaram muito por ter sido uma conversa descontraída, com informações muito importantes”, afirmou o presidente do Sindicato Rural e delegado coordenador da Aprosoja no município, Arlindo Cancian. Miguel Tagnese, produtor há mais de 30 anos, comentou que essa reunião já consolidada com os produtores também é uma forma de eles conhecerem e entenderem as principais conquistas da Aprosoja. “A conquista da suspensão do pagamento de royalties da soja RR e a do Funrural foram muito importantes”, disse Tagnese.

Atualmente, o município produz em torno de 800 mil toneladas de grãos e a maioria dessa produção segue para o porto de Santos, que na última safra recebeu em torno de 58% da produção de soja de Mato Grosso. “Nós percorremos mais de 900 quilômetros por rodovia para chegarmos ao transbordo de São Simão e, depois, seguimos por ferrovia até o porto de Santos, totalizando aproximadamente 1.900 km”, explica o produtor Marcos da Rosa. Segundo ele, esse percurso é feito entre cinco  e oito dias.

De acordo com os produtores, o custo do frete por tonelada na região está em torno de R$ 235,00. Enquanto na Argentina, onde 80% da safra é escoada por caminhões, o frete varia em torno de US$ 45. Segundo o consultor argentino Alejandro Vejrup, da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentos Agropecuários (AACREA), a quase totalidade da safra argentina está a menos de 400 quilômetros dos portos, o que facilita o escoamento e ameniza os custos.

Já os produtores dos Estados Unidos enfrentam praticamente a mesma distância que os produtores do Vale do Araguaia, em torno de 1.900 km. Porém, o custo com o frete por tonelada varia em torno de US$ 35, ou seja, aproximadamente R$ 72,00, três vezes mais que o custo dos Estados Unidos. O representante dos Estados Unidos, Mike Marron, explicou que a vantagem é que os norte-americanos possuem boa infraestrutura e as rodovias são de excelente qualidade. “Nossa infraestrutura permite que a soja chegue rápido ao cliente, o que garante um preço maior ao produto e, por utilizamos navios, temos baixo custos”, finalizou Marron. Os produtores americanos contam também com boa capacidade em armazenagem e a maioria deles têm armazéns em suas propriedades.

O Circuito Aprosoja é uma realização da Aprosoja e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), com patrocínio da Basf, Bayer e Syngenta.

Falta de genética e mão-de-obra atrapalha pecuária leiteira de MT

Pecuaristas de Mato Grosso estão expandindo os negócios da produção de gado de corte para matrizes leiteiras. O motivo é que o setor de leite no estado vem se mostrando bastante crescente e atrativo. Para acompanhar a demanda, alguns produtores acreditam que é o momento certo para investir no segmento e aplicar recursos na área da genética animal. O objetivo é oferecer ao mercado vacas leiteiras de alta qualidade e produtividade.

O presidente da Associação Mato-grossense de Criadores de Gir, Luiz Henrique Vargas, explica que o preço de uma novilha para corte custa entre R$ 1 mil e R$1,5 mil, já a novilha leiteira pode ser vendida com preço acima de R$ 3 mil. “Faltam produtores de genética leiteira no estado e existe muita procura pelo animal. Alguns pecuaristas já perceberam isso e estão ampliando os tipos de produtos para o mercado visando lucro em outros segmentos”.

Vargas afirma que Mato Grosso tem potencial para ser a maior bacia leiteira do Brasil, mas para isso alguns problemas devem ser solucionados. “O estado detêm dos componentes da ração [soja, milho, algodão, etc.] em abundância e com isso o custo de produção fica mais baixo. O que nos impede de crescer na produção é a baixa oferta de genética leiteira e a escassez de mão-de-obra, como ordenhadores e pessoas que saibam lidar com vacas”.

Na perspectiva do representante do setor, no ritmo em que está, Mato Grosso alcançaria a primeira colocação no ranking nacional em produção leiteira entre 10 anos e 15 anos. “Se houvessem mais interessados no setor com certeza este tempo diminuiria”.

De acordo com o Insituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a captação leiteira teve incremento de 14% no estado em dezembro de 2012, quando foi registrado um volume de 1,36 milhão de litros diários, em comparação com o mês anterior, que foi de 1,19 milhão de litros/dia. O maior produtor de leite do Brasil é o estado de Minas Gerais com mais 5,5 milhões de litros de leite apenas em 2012. Mato Grosso segue ainda na oitava posição.

Na visão do produtor

O pecuarista Getúlio Vilela de Figueiredo, dono de uma fazenda na região de Juara, a 690 quilômetros de Cuiabá, afirma que esse é o melhor momento para se investir na área. Segundo ele, é preciso que as propriedades atendam algumas adequações. “O criador que for investir no desenvolvimento de gado leiteiro tem que ter instalações adequadas e oferecer a quantidade de ração necessária, se não, não tem como obter resultados positivos”.

Getúlio Vilela explica ainda a importância do melhoramento genético. “Buscar touros do tipo holandês para fecundar com as vacas leiteiras é que eu faço para aumentar a produtividade. O cruzamento destes dois tipos faz com que uma matriz consiga atingir um rendimento de até 15 quilos de leite por dia, se ordenhado de manhã e a tarde”. A média nacional de produção é de cinco quilos por dia. De janeiro a maio deste ano ele já conseguiu procriar cerca de 1 mil novilhas, mas espera aumentar esta quantidade nos próximos anos. O fazendeiro que investiu com recursos próprios, diz que para tentar resolver o problema de falta de mão de obra para o setor buscando pessoas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro para trabalhar no estado. Na opinião dele, o problema não esta restrito somente a Mato Grosso.

Financiamento para o setor

Existem três linhas de crédito que são indicadas para agricultores familiar, pequenos, médios e grandes pecuaristas, na compra de matrizes leiteiras e melhoramento genético, oferecidas pelo Banco do Brasil (BB). São elas:

1) O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) Rural, que oferece ao grande produtor uma taxa 3,53% ao ano , válido até junho deste ano. Mas a partir de 01 de julho o juro cobrado sofre uma alteração e sobe para 4,12% ao ano. Podendo atingir um teto de R$ 20 milhões por tomador, com prazo de seis anos e carência de dois.

Para o pequeno produtor as condições são as mesmas exceto pelo taxa de juros que a partir do segundo semestre deste ano é que custará 3,5% ao ano, mas se for paga até vencimento ela continua com o desconto de 15%.

2) O Manual de Crédito Rural (MCR) 6-2 destinado ao uso em investimentos de máquinas e implementos em feiras agropecuárias. O MCR pode ser usado beneficia pessoas físicas e jurídicas e pode atingir um teto de até R$ 600 mil com taxa de 8,75% ao ano. O prazo de pagamento é de três anos para máquinas e de dois anos para animais.

3) Já para o agricultor familiar a mais indicada é o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), que pode atingir um teto de R$ 100 mil por CPF, com prazo de até seis anos e carência de dois para pagamento. Os juros são de 2,5% ao ano, com desconte de 15% se pago dentro do prazo.

Produtoras de leite

As vacas mais indicadas para a produção de leite são as do tipo Girolando e Gir leiteira. Mesmo sendo animais com origem em país de temperaturas baixas, estes dois tipos conseguiram se adaptar bem ao calor de Mato Grosso. A diferença entre as duas é o preço de aquisição. As do tipo Girolando são mais baratas que as do tipo Gir leiteira.

Porém, ter a vaca ideal para produção não basta. De acordo o presidente da Associação Mato-grossense de Criadores de Gir, Luiz Henrique Vargas, é importante que o produtor de leite esteja próximo de algum laticínio. “Isso reduz o custo em transporte, mesmo não sendo próximo dos grandes centros”. Agro Debate

Exportação de soja do país já supera 5 mi t em maio; caminha para recorde

Os embarques de soja do Brasil em maio somaram 5,07 milhões de toneladas nas primeiras três semanas do mês e se encaminham para um recorde mensal, à medida que o país exporta a sua maior safra da história frente a uma forte demanda, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na segunda-feira.

A média diária das exportações ficou em 422 mil toneladas, com um ritmo acima da média de abril, de 325 mil toneladas, mês em que o país chegou perto de um recorde de exportações.

No mês passado, o Brasil exportou 7,15 milhões de toneladas da commodity, bem perto da marca histórica de 7,28 milhões de toneladas, registrada em maio de 2012.

A Conab estimou as exportações da safra 2012/13 em 36,78 milhões de toneladas da oleaginosa, ante 32,47 na safra passada.

Os preços da soja no mercado internacional acumulam alta nas últimas semanas, em meio a um aperto nos estoques e elevação dos preços no mercado físico norte-americano. O contrato julho da soja em Chicago subiu mais de 4 por cento desde o início de maio. Já os contratos mais distantes da bolsa tiveram queda nesta segunda-feira.

No mesmo período, a soja negociada em Paranaguá, porto de referência para a formação de preço para exportações subiu 1,7 por cento, segundo levantamento do Cepea.

(Por Gustavo Bonato)

Baixo custo de produção na Argentina chama atenção dos produtores de Querência

Na Argentina o custo de produção por hectare é de aproximadamente 400 reais, enquanto em Querência é o triplo

Ascom Aprosoja

Os querencianos marcaram presença no oitavo Circuito Aprosoja realizado na noite de terça (21) no CTG Pousada do Sul.  O  município atualmente é responsável por 4,4% da produção de soja de Mato Grosso, com mais de 340 mil hectares de soja na última safra.  A expectativa de público foi superada em 25%, com o total de 250 pessoas entre produtores, estudantes e população em geral. “É uma satisfação muito grande ver a casa cheia. Isso demonstra que os produtores de Querência estão a cada dia acreditando mais nas ações da Aprosoja, o que contribui para motivação da diretoria e colaboradores da entidade”, disse o vice-presidente da região Leste, Gilmar Del’Osbel.

Um dos assuntos que chamaram a atenção dos produtores locais no painel internacional sobre a produção de soja no mundo foi o custo de produção na Argentina. Lá se gasta aproximadamente R$ 400 reais por hectare. “Nós aqui gastamos em torno de R$ 1.200,00, com uma produção com uso de média tecnologia”, explica o engenheiro agrônomo que atende os produtores do município há mais de 25 anos, Adão Calmo. Segundo ele, o custo na região varia de R$ 1.110,00 a R$ 1.300,00, dependendo do uso de tecnologia. E o que mais onera é o adubo, que representa em torno de 40% dos custos.

Na Argentina, 50% a 60% da produção de soja é feita em área arrendada.  Com o arrendamento, o custo por hectare chega a R$ 480,00 e os contratos são feitos anualmente, o que deixa os produtores argentinos inseguros quanto à produção. “Os contratos são as grandes preocupações dos produtores argentinos, porque nós não temos certeza de que na próxima safra poderemos plantar na mesma área”, explicou o consultor argentino Alejandro Vejrup, da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentos Agropecuários (AACREA).

O estudante do último ano do curso técnico em Agropecuária da Escola Enfac, Patrick Bosio, disse que achou interessante, além do custo de produção, arrendamento e transporte, a questão da alta tecnologia utilizada nos Estados Unidos . Notou também que o que há de comum em ambos países é a questão dos altos impostos, apesar de na Argentina ser um pouco mais alto.

Para o produtor Tiago Grando, o Circuito Aprosoja é o um intercâmbio de informações, onde os produtores puderam tirar suas dúvidas direto com representantes dos principais países concorrente do Brasil. “As palestras foram fundamentais para trazer conhecimento e   entendermos qual é situação da produção nos Estados Unidos e Argentina. E é um momento também que a Aprosoja traz o que já fez pa os produtores. E essas conquistas são de fundamentais para a continuação da nossa atividade, o que vem fazendo grande diferença pra nós”, finalizou. O evento é uma realização da Aprosoja e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), com patrocínio da Basf, Bayer e Syngenta.

Acadêmicos de Economia e Agronomia participam da segunda etapa do Circuito Universitário

 As características dos mercados argentino, chinês e norte americano foram temas das palestras na Universidade Federal de Mato Grosso

 Ascom Aprosoja

 O Circuito Aprosoja Universitário reuniu cerca de 200 pessoas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Acadêmicos de Agronomia, Economia e de pós-graduação em Agricultura Tropical lotaram o auditório Batatão, da Faculdade de Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia (Famevz), para ouvir as palestras do executivo chinês Lin Tan, do representante da Associação dos Sojicultores de Illinois (Isa, na sigla em inglês), Mike Maroon, do representante da Associação Argentina de Consórcios (AACREA), Alejandro Vejrup e do diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte.

 Esta é a segunda vez que o Circuito Aprosoja Universitário foi realizado e a adesão tem sido cada vez maior. Na abertura de sua palestra, o chinês Lin Tan, que também é professor universitário, ficou feliz em ver o interesse dos acadêmicos. “Sou formado em agronomia e economia, essas duas ciências se completam. É um prazer partilhar o que aprendi com esses alunos que estão fazendo dois excelentes cursos”, disse o executivo.

 Acadêmico do 3º semestre de Economia, o jovem Ricardo Pereira, de 20 anos, destacou a importância de conhecer sobre os detalhes do mercado interno da maior potência mundial. “Ouvir de um chinês como se comporta a movimentação financeira de lá foi muito interessante. Fiquei alegre em saber que mesmo com a queda no crescimento do PIB da China, o país vai continuar importando nossa soja em grande escala”, destacou.

 Para Vitor Lopes, do 4º semestre de Agronomia, conhecer a produção e a demanda mundial de alimentos é importante para a sua formação acadêmica. “É extremamente interessante entender como funciona a produção em outros países. Me interessei pelos números de produção e de forma especial com o baixo custo argentino para produzir grãos”, afirmou.

 A visita do Circuito Universitário à UFMT coincidiu com o retorno às aulas e início do semestre letivo 2013/1. Caloura no curso de agronomia, Mariah Albuquerque disse que após ouvir as palestras está ainda mais entusiasmada com a escolha do curso. “O Circuito para mim foi uma excelente recepção. Achei tudo muito interessante, pude sentir a realidade do mercado mundial e já imagino que seja nessa área que pretendo trabalhar quando me formar”, afirmou a universitária.

 A bióloga e pós-graduanda em Agricultura Tropical pela UFMT, Ana Carla Stieven, também participou do Circuito. De acordo com ela, os assuntos apresentados vão ajudar na defesa de sua tese. “Encontrei aqui o que procurava. Estou escrevendo sobre a importância da microbiologia no solo para aumento de produtividade. E é claro que precisamos produzir cada vez mais”, finalizou.

 De acordo com o coordenador da pós-graduação, Ricardo Amorim, além  da transferência de conhecimento, a parceria com a Aprosoja é essencial. “Nós temos interesses em comum, e trabalharmos juntos é, sem dúvida, uma troca de experiência. Nossos alunos aprendem mais com atividade assim”, afirmou o professor.

O gerente de Planejamento da Aprosoja, Cid Sanches, comemorou o sucesso da extensão do Circuito. “Ficamos muito felizes com a participação dos universitários. Daqui para frente pretendemos dar continuidade com o Circuito Universitário. Acreditamos que o contato com as faculdades é produtivo, o que possibilita a criação de novas parcerias e programas, assim como o AgroCientista, que neste ano teve recorde de inscrições”, lembrou Sanches.

AgroCientista – É um programa desenvolvido pela Aprosoja desde 2011, por meio dele Comissões Temáticas formadas por profissionais das instituições envolvidas e produtores financiam projetos de mestrado e doutorado. O auxílio é concedido pelo Fundo de Apoio à Cultura da Soja (FACS), com acompanhamento da Aprosoja.

Mapa alerta para controle de lagarta helicoverpa durante Circuito Aprosoja

Comitiva do Ministério da Agricultura percorre municípios de Mato Grosso para verificar incidência de pragas nas lavouras

Os produtores rurais de Mato Grosso devem ficar atentos ao controle da lagarta helicoverpa, que ataca todos os cultivos produzidos no estado (soja, algodão, milho, girassol e milheto). De acordo com o coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wanderlei Dias Guerra, esta praga já causou grandes prejuízos na Bahia e já há preocupação da incidência e necessidade de pulverização em municípios da Serra da Petrovina, em Mato Grosso.

 Uma comitiva do Ministério da Agricultura, formada pelo coordenador e quatro estagiários de Agronomia, está percorrendo diversos municípios mato-grossenses, juntamente com o Circuito Aprosoja, para fazer o levantamento da distribuição de ataques da helicoverpa. “Nossa preocupação é que os produtores não souberam identificar inicialmente a praga e fizeram um controle que não era eficaz”, explicou Guerra. Ele ressalta que é importante que os produtores que não conseguirem fazer esta identificação procurem o Ministério, o Indea ou a Aprosoja para auxílio.

 “A identificação é essencial para que o produtor tenha autorização para aplicar um produto novo e importado que é o único que controla a praga. Além disso, temos a preocupação com o uso intensivo de material inadequado, o que pode levar à resistência da praga”, frisou o coordenador do Mapa. A recomendação é para que os produtores façam o controle especialmente no milheto. “Como esta é uma cultura para cobertura de solo, muitas vezes não é feita aplicação e a lagarta vai se desenvolvendo. O produtor não pode esperar o milheto florescer para fazer a destruição química”, alerta Wanderlei.

 Circuito Aprosoja – Cerca de 160 pessoas participaram do evento em Lucas do Rio Verde nesta quarta (15). O presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, explicou que este momento é para levar aos produtores novidades do setor de soja e milho e também prestar contas da gestão. “Aproveitamos esta reunião de produtores associados à Aprosoja para mostrar nosso trabalho, o que realizamos no ano anterior e o que estamos planejando pela frente”, disse.

 O delegado coordenador em Lucas do Rio Verde, Otávio Gallo, ressaltou a importância de se ter convidados estrangeiros trazendo experiências para Mato Grosso. “Achei fundamental estas palestras, pois levaram informações da China e da Argentina que não teríamos acesso de outra forma”, afirmou. O Circuito Aprosoja é uma realização da Aprosoja e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), com patrocínio da Bayer, Syngenta e Basf.

Aprosoja apoia criação de CPI para investigar aplicação de recursos do Fethab

A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para apurar a aplicação de recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) ganhou a adesão da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso). A manifestação de apoio veio através de nota assinada pelo presidente Carlos Fávaro. A iniciativa de apurar a aplicação do Fethab partiu do deputado estadual Márcio Pandolfi (PDT).
“Esperamos que esta Comissão Parlamentar, que tem como objetivo investigar a aplicação dos recursos do Fethab, esclareça à população do estado onde e como estão sendo aplicados os mais de R$ 700 milhões arrecadados somente neste ano por este fundo”, descreve o documento encaminhado.
O fundo, criado durante o governo Dante de Oliveira, é considerado uma inovação tributária única, só presente no Estado de Mato Grosso. Através do Fethab, o governo arrecada sobre a produção de soja, algodão, boi, madeira e na comercialização de óleo diesel.
“Não somos contrários à sua existência, mas entendemos que o fundo deve se destinar às finalidades propostas originalmente na data de sua criação: investimentos em estradas e financiamento de habitações populares.  Ao invés disso, o que vemos atualmente é o total descaso com as estradas mato-grossenses, que em muitos pontos do estado chegam a ser intransitáveis, causando muitos prejuízos, dificuldade de locomoção, insegurança e enormes transtornos a toda a sociedade”.
Para a Aprosoja, é necessário que o Governo Estadual dê transparência a suas ações. Conforme a entidade, transparência e responsabilidade nos gastos públicos são responsabilidades dos gestores públicos. “A Aprosoja entende que o Governo Estadual precisa vir a público prestar contas sobre a utilização dos valores arrecadados pelo Fethab, que, claramente, não estão sendo investidos no seu fim original”, constata.
Por fim, a associação dos produtores de soja pede que os deputados estaduais apoiem a proposta para implantar esta comissão. “Oferecemos nosso apoio para acompanhá-la e contribuir no que for necessário”, conclui.

Governo organiza seminário para discutir agricultura irrigada

 O Ministério da Integração Nacional promove, nos dias 6 e 7 de junho, o 2º Seminário Nacional de Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável. O encontro, que ocorrerá em Belo Horizonte (MG), visa a discutir os desafios do setor na produção de alimentos com sustentabilidade. São esperados representantes de instituições públicas, privadas, além de produtores rurais e especialistas do setor agrícola.

O evento conta com painéis e debates sobre a agricultura irrigada e o meio ambiente; a contribuição da agricultura irrigada para a agropecuária brasileira; a importância da agricultura irrigada no desenvolvimento local, regional e nacional; e o panorama e os desafios da agricultura irrigada brasileira.

Também estarão em debate a Política Nacional de Irrigação, sancionada este ano pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e os lançamentos do Plano Diretor Nacional de Irrigação e do Conselho Nacional de Irrigação. Os temas são estratégicos para a formulação de políticas públicas setoriais de agricultura irrigada, aliando aumento da produção de alimentos e sustentabilidade ambiental, com o uso responsável da água.

Para o secretário nacional de Irrigação, Guilherme Orair, o seminário ganha ainda mais peso com a promulgação da nova Política Nacional de Irrigação. “Essa política precisa ser tratada em espaço público, por meio de debates claros e objetivos, para que o setor enfrente com maturidade os desafios da agricultura irrigada no país”, destacou, por meio de nota.

Paralelamente ao seminário, haverá uma exposição de serviços e produtos ligados à agricultura irrigada, contando com a participação de entidades governamentais, não governamentais e privadas. As inscrições começam na próxima semana.

Agência Brasil

Mato Grosso lidera produção nacional de grãos com participação de 23,2%

Mato Grosso mantém-se na liderança como maior produtor nacional de grãos e deverá registrar em 2013 uma participação de 23,2% de toda a produção do país, segundo mostra levantamento de estimativas da produção agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em segundo lugar, figura o Paraná, representando 20,8% da produção e, adiante, vem o Rio Grande do Sul, com 15,4%. Os três primeiros colocados no ranking, juntos, representam 59,4% de toda a produção nacional.

O IBGE ainda mostra que, no comparativo entre as regiões brasileiras, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) deve permanecer maior no Centro-Oeste, com 74,5 milhões de toneladas.

Em seguida vem a região Sul, com 73,3 milhões de toneladas. O Sudeste tem estimativa de 19,5 milhões de toneladas, o Nordeste 13,1 milhões e a região Norte apenas 4,5 milhões de toneladas.

agro.olhardireto

Aprosoja lamenta a morte do pai do ex-presidente da entidade, Rui Prado

A Associação dos Produtores Rurais de Mato Grosso (Aprosoja) lamenta o falecimento do produtor rural e cirurgião dentista aposentado, senhor Rui Garcia Prado, pai do ex-presidente da Aprosoja, Rui Prado.

Rui Garcia Prado tinha 84 anos e faleceu nesta quinta (09/05) vítima de um infarto do miocárdio.

O velório ainda ocorre em Campo Grande (MS) e o sepultamento está marcado para logo mais, às 10h30, no Cemitério Parque das Primaveras, localizado na Av. Sen. Filinto Müller, 2211 no bairro Ipiranga, na capital sul-mato-grossense.

A família Aprosoja lamenta esta perda e transmite aos familiares solidariedade e orações neste momento de dor.

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