Canarana: Ibama autoriza contratação de brigadistas para combater incêndios florestais em MT

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou – por meio de portaria publicada nesta sexta-feira (26) no “Diário Oficial da União” – a contratação de brigadas federais temporárias pelo Prevfogo para prevenção e combate a incêndios florestais. O Prevfogo é um órgão do próprio instituto.

A portaria prevê a atuação de brigadistas em Cotriguaçú, Tangará da Serra, Canarana, Paranatinga e Serra Nova Dourada, em Mato Grosso. No caso desses municípios, a brigada deve ter a seguinte estrutura: um brigadista para atuar como chefe de brigada, quatro brigadistas na condição de chefes de esquadrão e 24 brigadistas.

A portaria também abrange Cáceres, Nova Ubiratã e Nova Bandeirantes, também no estado. Para esses três municípios, o Ibama autorizou a contratação de brigadas com um brigadista para chefiar o grupo, dois para comandar esquadrão e 12 brigadistas.

Três brigadistas deverão ser contratados como gerente para apoio à coordenação estadual do Prevfogo em Mato Grosso. Conforme noticiado em primeira mão pelo Olhar Direto no último dia 17, o governo federal declarou estado de emergência ambiental no estado para o período de abril até novembro deste ano.

A situação de emergência ambiental foi declarada para agilizar a contratação temporária de brigadistas para o controle dos focos de incêndio. A medida foi tomada considerando o período seco, que, de acordo com dados históricos, representa uma ameaça, e considerando também o tempo necessário para selecionar e contratar os profissionais.

Presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior considerou justamente a portaria que declarou o estado de emergência em Mato Grosso e em outros estados, além das operações de fiscalização nas atividades madeireiras nas áreas de cerrado, das detecções de focos de calor e da presença de unidades de conservação, terras indígenas e de projetos de assentamentos.

Confira as dúvidas sobre o Código Florestal que mais ‘assombram’ ruralistas e ambientalistas

Em 2012, levantamento feito por veículo de comunicação nacional apontou os principais dúvidas da população sobre o polêmico Código Florestal. O texto final foi votado em abril de 2012, mas até hoje gera muitos questionamentos. O que realmente foi aprovado? O meio ambiente está mais protegido? Como isso afeta a produção rural?. Verifique o texto-base e os destaques aprovados pela Câmara dos Deputados, e os textos mais polêmicos que ‘torceram’ a cabeça da imprensa nacional.

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Estados precisam adequar-se para operar o novo código florestal

Um dos principais questionamentos levantados pela imprensa dizia respeito a anistia aos desmatadores e se a adesão ao Cadastro Ambiental Rural não era mais obrigatória. De acordo com explicações de um especialista no assunto, consultado pelo site Sou Agro à época, a resposta para as duas dúvidas é não. Os produtores que desmataram acima do permitido por lei até julho de 2008 poderão regularizar sua situação ambiental caso se comprometam com um Programa de Regularização Ambiental e entrem para o Cadastro Ambiental Rural. Se o produtor não aderir a esses programas, ou descumpri-los, voltam a valer todas as multas por descumprimento ao antigo Código Florestal; e o trecho do texto do Senado que foi suprimido pelos deputados apenas diz respeito ao prazo para adesão. Pela versão do Senado, os proprietários que quisessem se regularizar teriam que aderir ao CAR em no máximo cinco anos.

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Mas como o governo pode demorar para oferecer não se sabe como o governo vai operacionalizar o sistema, o relator Paulo Piau sugeriu suprimir do texto esse prazo, pois a demora do sistema público poderia prejudicar os produtores. No entanto, continua valendo a obrigatoriedade de adesão ao CAR para poder regularizar desmatamentos anteriores a julho de 2008. A exigência também vale para os pequenos produtores, mas o CAR para esses agricultores será mais simples, sem exigir mapas detalhados, por exemplo.

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A resito da conservação da floresta amazônica, cada estado tem autonomia para aferir a necessidade de manutenção do bioma. O novo Código manteve a reserva legal no bioma amazônico em 80% da área das propriedades. Mas criou um novo dispositivo, que reduz essa reserva pela metade caso o estado em que está a propriedade tenha mais de 60% de seu território protegido em unidades de conservação (UCs) e terras indígenas. Atualmente, o único estado que tem essa condição é o Amapá, com cerca de 70% de sua área em UCs e terras indígenas formais. O princípio dos legisladores neste caso foi estimular o desenvolvimento e a atividade econômica em estados que protejam integralmente a maior parte do seu território.

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Sobre as matas ciliares, ficou esclarecido que a faixa que os produtores precisam manter de mata ciliar para novos desmatamentos continua a mesma. Só foi reduzida a faixa que precisa ser recomposta nos casos em que o desmatamento ocorreu antes de julho de 2008. Ou seja: as matas ciliares que estão de pé continuam protegidas da mesma forma.

Contudo, o método de medição da largura dos rios foi alterado, e é isso que define o tamanho da área de preservação permanente (APP) que precisa ser mantida em cada margem. Rios de até 10 metros de largura, por exemplo, precisam de 30 metros de APP de cada lado. A largura dos rios, que era medida pelo leito maior atingido durante a cheia, agora passa a ser medida pela calha regular. Mas atenção: isso não libera produtores a reduzir suas APPs já existentes. Caso a mudança de medição diminua o tamanho da APP exigida, o excedente de mata ciliar poderá ser usado para a compensação de déficits de reserva legal de outras propriedades, por exemplo, mas jamais poderá ser desmatado.

O novo Código e o desmatamento

Acusado pelos ambientalistas de desestimular o cumprimento da lei – por causa das flexibilizações que o novo Código traz para o cumprimento de APPs e reservas legais, o novo Código só se referem a áreas que já foram desmatadas, e não a áreas que ainda estão preservadas. Ou seja, para novos desmatamentos, continuam valendo as regras do Código antigo e suas alterações. Um exemplo são as APPs nas margens dos rios. No caso das APPs em beira de rios com menos de 10 metros, por exemplo, as grandes propriedades só terão que recompor 15 metros de mata em cada margem. Mas para quem quiser desmatar hoje, será obrigatório que na mesma situação sejam mantidos 30 metros.

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Para alguns ambientalistas, essa medida vai premiar quem desmatou no passado e punir quem preservou, o que desestimularia o cumprimento da lei. Mas muitas áreas foram desmatadas antes de o conceito de APP aparecer na ciência ou na legislação, por isso os limites aplicados pelo Código Florestal não poderiam valer para o passado. A solução intermediária encontrada foi manter a rigidez sobre novos desmatamentos e reduzir apenas parcialmente a necessidade de recomposição de APPs. Quanto a soma de reserva legal e APP não vai resultar em novos desmatamentos, o especialista explica que as APPs e reservas legais preservadas hoje não podem mais ser derrubadas.

Plantio de soja em área de desmatamento na Amazônia aumenta, mesmo com boicote de empresas

O Código em vigor define que as propriedades mantenham todas as APPs (encostas íngremes, topos de morro, restingas, beiras de rio) mais um percentual de reserva legal (80% no bioma amazônico, 35% no Cerrado da Amazônia Legal e 20% no resto do País). Esses percentuais foram mantidos, mas os produtores agora poderão computar as APPs dentro dessas áreas. Mas o novo Código é claro: caso esse novo cálculo resulte em uma “sobra” de reserva legal na propriedade, essa área não poderá ser desmatada. O excedente de mata só poderá ser usado como servidão ambiental, para compensar a falta de reservas legais em outras propriedades do mesmo bioma.

As faixas mínimas de APP serão determinadas pelos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), a serem definidos por leis estaduais. Para os rios menores, o Código nacional definiu claramente um mínimo de 15 metros para rios de até 10 metros de largura, que precisa ser respeitado por todos os produtores. Acima disso, as assembleias legislativas deverão estipular as APPs mínimas a serem recuperadas, sempre lembrando que para novos desmatamentos continuam valendo as mesmas faixas de APP do antigo Código Florestal: de 30 a 100 metros em cada margem, dependendo da largura do rio.

Pequenos produtores

Uma unanimidade é sobre os benefícios dirigidos às propriedades com menos de quatro módulos fiscais não haverá obrigatoriedade de recomposição de reservas legais, caso essas matas ainda não existam. No caso das APPs, os pequenos produtores terão que recompor 15 metros de faixa de APP para rios de até 10 metros de largura, mas as APPs a serem recompostas não podem superar a área de reserva legal. Em outras palavras, a recuperação de APPs ficará limitada a uma área igual a 20%, 35% ou 80% da fazenda, conforme a região do País. Mas sempre lembrando que isso vale apenas para a recuperação de áreas já desmatadas; APPs e reservas legais já existentes da agricultura familiar terão que ser mantidas.

Pequeno produtor precisa estar organizado para receber verbas do PAA

Além do custo de abrir mão de áreas já produtivas, o que afetaria a renda do pequeno agricultor, a recuperação de áreas florestais pode ser extremamente cara. Trata-se de um serviço tecnicamente complexo, que exige a contratação de especialistas e a compra de mudas nativas, de alto valor.

agro.olhardireto

Desmatamento cresce 400% em Canarana

Canarana volta a ter aumento no desmatamento depois de três anos de queda. Os dados foram conseguidos pelo J. O Pioneiro através de solicitação encaminhada para a regional do IBAMA em Barra do Garças, ainda no ano passado, remetida de volta no mês passado. A resposta foi encaminhada pela gerente regional – Gracicleide dos Santos Braga pelos Correios. De 2008 a 2012, o ano passado perde apenas para 2008 na quantidade de hectares embargados por conta do desmatamento. Isso coloca em alerta todo o município, visto que aonde é verificado aumento no desmatamento pode receber embargos do governo e de empresas que prejudicariam todos os produtores. Canarana tem mais de meio milhão de hectares abertos, a grande maioria ainda com pastagens. Portanto o aumento da área plantada de soja em Canarana não necessita abertura de novas áreas. Em 2008 foram embargados pelo IBAMA 2.195 hectares por conta de desmatamento. Esse número veio caindo até 2011. Em 2009 foram embargados 972 hectares. Em 2010 foram 872 e em 2011, o menor desmatamento dos últimos cinco anos, apenas 268,67 hectares. Já no ano passado a derrubada cresceu mais de 400% em ralação a 2011, saltando para 1.167,5 hectares desmatados.

Blairo Maggi assume a presidência da Comissão de Meio Ambiente

Brasília – O senador Blairo Maggi (PR-MT) assumiu nesta quarta-feira (27) a presidência

da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle. Na eleição, o no

Ao tomar posse, o senador e ex-governador de Mato Grosso disse que sua atuação como produtor e as medidas que adotou para preservação ambiental em seu estado, quando governador, o credenciaram para assumir a comissão. (Edição Beto Coura)me dele sofreu resistência por parte de parlamentares ligados ao movimento ambientalista, com o argumento que lhe falta perfil para comandar a comissão.
Via: aguaboanews

Temporal em Canarana

Fortes ventos na tarde desta terça-feira (14), causaram estragos em Canarana. CTG e o Parque de Exposições foram os mais atingidos.

Fotos: jopioneiro

Piracema acaba dia 28. Mudanças na Lei da Pesca ainda estão suspensas

Termina no próximo dia 28 a Piracema nos rios das Bacias Hidrográficas do Amazonas e do Paraguai em Mato Grosso. A proibição começou nos dias 4 e 5 de novembro. A piracema é a fase reprodutiva dos peixes.

Faltando 20 dias para abertura comercial da temporada de pesca, a Assembléia Legislativa e o governo do Estado, ainda não definiram se as alterações na Lei 9.794, que proíbe a pesca amadora pelo período de três anos e estabelece novas diretrizes para a atividade, vai vigorar a partir de primeiro de março.

Desde agosto sua vigência foi suspensa depois que a Assembleia aprovou uma alteração na lei prorrogando o início do período proibitivo.

Enquanto isso, representantes do setor discutem a formulação de uma política da pesca. Eles querem uma nova lei estabelecendo parâmetros para a atividade, pois temem prejuízos econômicos com a proibição da pesca.

Pelo menos cinco audiências públicas foram realizadas em diferentes regiões do estado desde a suspensão da vigência da nova Lei da Pesca. O presidente da Federação dos Pescadores Profissionais de Mato Grosso, Lindemberg Gomes Lima disse que a comunidade e os pescadores deveriam ter sido ouvidos antes da legislação entrar em vigor.

“Essas audiências deveriam ser feitas antes da lei. Infelizmente, passou [a lei] pelos deputados e pelo governador. Conseguimos o efeito suspensivo e agora há a oportunidade dos pescadores, empresários e comerciantes se manifestarem”, declarou Lindemberg acrescentando que a pesca é uma cadeia produtiva e há problemas que precisam ser discutidos antes de se criar ou mudar uma legislação.

A pressão é para que se revoge a Lei 9.794, publicada em Diário Oficial ainda em 30 de julho. A legislação diz que somente a partir do quarto ano o pescador fica autorizado a capturar três quilos de peixe. A partir do quinto ano, a cota sobe para cinco quilos. Já a categoria profissional poderá capturar até 100 quilos semanalmente e transportar todo o pescado armazenado acompanhado da Declaração de Pesca Individual (DPI).

jornaloeste.

Canarana poderá perder posto do IBAMA

 O escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) em Rondonópolis está na lista das unidades do Mato Grosso que podem ter as atividades encerradas.

A medida faz parte de um projeto da direção nacional do órgão que alega necessidade de descentralizar os trabalhos para limitação de orçamento.

Os outros municípios que poderão perder os postos são Pontes e Lacerda, Guarantã do Norte e Canarana.

A provável desativação dos postos está sendo estudado em Brasília, por uma Comissão Especial formada por representantes de entidades ambientais. No caso de Rondonópolis que atende 19 municípios da região Sul, os trabalhos seriam remanejados para a capital, Cuiabá.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente (Semma), Lindomar Alves, a possibilidade de encerrar as atividades na cidade é um retrocesso a política ambiental na região. “Rondonópolis é o portal de entrada e saída da Amazônia, fica localizado em um local estratégico, o que logo denota a importância da existência do órgão”, disse.

O secretário afirmou que juntamente com o ex-secretário de Agricultura e Pecuária, Valdir Correia esteve em Brasília solicitando a permanência da unidade em Rondonópolis. Agora buscam apoio da bancada federal para lutarem pela permanência da unidade no município.

A reportagem tentou contatar o responsável pelo posto do Ibama em Rondonópolis, Luiz Carlos Pinheiro, mas o mesmo não foi localizado.

A reestruturação das bases do órgão no país iniciou em 2005. O primeiro escritório que teve as atividades encerradas no estado foi o de Juara em 2009. Em Cáceres a desativação foi anunciada em 2011.

Giselle Saldanha – Olhar Direto/Agência Pauta Pronta/Canarana News

BARRA DO GARÇAS: Rios Garças e Araguaia atingem a cota de alerta

O nível dos rios Garças e Araguaia continua subindo e neste sábado (2) atingiu a cota de alerta na divisa de Mato Grosso e Goiás, nove metros. A régua de medição da Defesa Civil tem 12 metros e enchentes anteriores já chegou a ficar submersa. Mas por precaução, comerciantes do Porto do Baé já estão retirando móveis e cadeiras temendo que o ponto turístico fique debaixo de água nas próximas horas.

O primeiro comerciante a sair, Lázaro, é dono de uma lanchonete próximo à escadaria. Ele aproveitou a manhã deste sábado para retirar os móveis. O rio Araguaia está bastante cheio e como diz os pescadores já começa a sair da ‘caixa’.

Moradores e alguns turistas aproveitaram a manhã deste sábado para tirar fotos e postar na internet o espetáculo proporcionado pelas águas. Os funcionários do restaurante fluente Tucanaré na Telha reforçaram a vigília temendo que a embarcação possa rodar. Em anos anteriores, o flutuante chegou a rodar e já partiu ao meio porque os cabos de aço se soltaram.

Os pescadores, no entanto, não acreditam que o nível do rio vai subir tanto assim e apostam que vai chegar somente até o estacionamento do Baé. A maior enchente registrada em Barra do Garças aconteceu em 1994 quando a água chegou a encostar no piso da ponte do Araguaia e a ponte do córrego Voadeira ficou submersa.

chocolatenews.

NOVA XAVANTINA: Rio das Mortes subiu mais de 4 metros

O rio das Mortes em Nova Xavantina subiu mais de 4 metros acima do leito normal. A informação é do Corpo de Bombeiros de Nova Xavantina. As cheias fizeram com que o rio atingisse as piscinas do setor de praias. Até hoje, a maior cheia do rio das Mortes em Nova Xavantina, foi registrada na década de 80. Na atual temporada de chuvas, o Corpo de Bombeiros não registrou nenhuma ocorrência, apesar das chuvas constantes.

Foto: Gilson Miranda/ Interativa fm

NOVA XAVANTINA: Rio das mortes sobe rapidamente com as chuvas dos últimos dias

 O município de Nova Xavantina é cortado ao meio pelo Rio das Mortes, que é um dos rios mais limpos do mundo. Com as recentes chuvas o Rio das Mortes, que corta o município de Nova Xavantina, tem subindo bastante e rapidamente, chegando a cobrir completamente as praias do sol e da lua. A atual cheia do Rio das Mortes lembra a cheia de 2.002, quando o rio quase encostou na ponte que une Nova Xavantina à Nova Brasília. Só no último domingo, em Nova Xavantina, foi registrado 150 mm de precipitações. A informação é de Roberto Marca. Um internauta registrou cenas da cheia do Rio das Mortes e encaminhou à Interativa. Foto: Gilson Miranda/ Nova Xavantina.

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