A UM ANO ATRÁS QUERÊNCIA PAROU

Há exatamente um ano, numa quinta-feira de cinzas, o município de Querência viveu uma manhã de terror e pânico.  A cidade acordou sendo atacada com violência por encapuzados  que chegaram numa Doblot e estacionaram em frente a agência do Banco do Brasil fortemente armados.

Os telefones emudeceram e o trânsito parou.

Eles sairam do carro atirando e em seguida fazendo um escudo humano na calçada durante quase uma hora, fazendo disparos intermitentes, esperando a abertura do cofre, carregar os malotes e fugir levando 8 reféns tomando o rumo  por uma estrada de terra.

Os encapuzados deixaram a agência na Doblot e também num Corolla de um cliente, repletos de reféns sem camisas e foram atirando todo tempo.

Dez km depois da cidade, após jogar gasolina e tocar fogo na Doblot sobre uma ponte de madeira, eles ainda atiraram nos pneus de um ônibus escolar, libertaram os reféns e executaram a fuga.

Informações desencontradas na época diziam que seguiram adiante de avião.

Um ano depois, o que ficou foi o trauma, o medo e a expectativa. De lá para cá, chegou alguma ajuda policial, reforçada pelas visitas do helicóptero da PM e como herança do episódio ficou uma Doblot queimada e agora enferrujada tombada no pátio da policia civil.

De lá para cá a cidade cresceu e espera reforço policial já há muito pedida pelas autoridades municipais.

Os assaltos à bancos em Mato Grosso já ganharam destaque na Rede Globo recentemente e a polícia militar e civil tem conseguido prender quadrilhas, assim como apreender explosivos que são usados em explosão de caixas. Resta torcer que esse dia fique esquecido na memória querenciana.

VEJA FOTOS INÉDITAS DO DIA QUE ABALOU QUERÊNCIA. FOTOS: HOMERO SERGIO.

Enquanto acontece o assalto, moto-taxista se protege junto ao muro no jardim da avenida.

O finado Cabo Rudi que ajudou combater o incêndio no carro sobre a ponte conversa com um dos reféns já libertados.

Onibus escolar que cruzava os encapuzados teve pneus furados e as crianças correram para se abrigar numa fazenda.

Já de volta na agência atacada, o ex-gerente Rubens que foi levado, tenta falar ao telefone com seus superiores.

Carro de reportagem ficou lotado para transportar os reféns de volta para a cidade.

 

Em frente agência era grande a movimentação de populares que aguardam a volta dos reféns.

Marta, funcionária da Câmara estava entre os reféns e ficou abalada.

Loidi, uma das clientes do banco ficou em desespero logo após ser libertada.

Rosita da SEMEC mostra onde acertaram um tiro no prédio da secretaria.

querenciahoje.wordpress

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