Adolescentes infratores do interior de MT aprendem técnicas de xadrez

A Comarca de Nova Xavantina (645 km a leste de Cuiabá) encontrou uma forma diferente de aplicar medidas de proteção às crianças e adolescentes que praticaram atos infracionais leves. Como parte da ressocialização, eles terão que participar do projeto Enxadristas do Vale do Roncador, que consiste em aulas gratuitas de xadrez oferecidas pela unidade judiciária. De acordo com o juiz Gustavo Chiminazzo de Faria, titular da Primeira Vara da comarca, o projeto está em fase de execução e deve ser implantado ainda neste semestre.

Para dar vida aos planos, o magistrado está buscando parcerias locais entre todos os poderes e demais entidades e órgãos públicos e privados que se disponham a contribuir de alguma maneira ao bom desenvolvimento físico e intelectual dos jovens. Ele ressalta que nesta causa deve imperar a união entre todos os interessados, e, por isso, já está marcada uma reunião no próximo dia 23 de abril, às 8h30, no Tribunal do Júri do Fórum. Estão convidados o membro do Ministério Público e da Defensoria Pública local, representantes dos poderes Executivo e Legislativo, entidades envolvidas na causa de proteção da criança, como Conselho Municipal da Criança e Conselho Tutelar, além de representantes de entidades civis como Lyons, Rotary e Maçonaria.

“A ideia é que o projeto atue também como uma forma de ressocialização para os adolescentes que praticaram atos de menor gravidade. Atualmente, na cidade há deficiência de atividades para cumprimento de penas. Até então, todos são enviados para fazer trabalho comunitário no departamento de obras. O projeto vai ser uma atividade extra e vai contribuir para retirar as crianças e adolescentes do mundo das drogas.”

O juiz, que já foi enxadrista e em outros tempos já disputou campeonatos, relembra dos benefícios que o esporte traz para quem pratica. “O xadrez é um jogo emocionante em que é necessário traçar estratégias para ganhar a partida. Este esporte reconhecidamente propicia altos benefícios sociais, máxime aqueles que envolvem o intelecto. Além do mais, há a necessidade de se buscar ações economicamente viáveis às consecuções dos fins aludidos, ou seja, a reeducação de crianças e adolescentes em estado de necessidade, na forma do ECA”.

Confiante nos resultados que serão gerados pelo projeto Enxadristas do Vale do Roncador, o magistrado já vislumbra uma segunda etapa na qual os participantes disputarão campeonatos de xadrez. O Documento

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