ALTO ARAGUAIA Projeto realizado em unidade prisional é indicado a prêmio nacional

Foto: Assessoria/Sejudh-MT

O projeto Educando para Recuperar, executado na Cadeia Pública de Alto Araguaia e idealizado pelos juízes Pedro Davi Benetti e Carlos Augusto Ferrari e pelo promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas, da comarca do município, foi indicado ao Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público 2015. De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso, o projeto concorrerá na categoria Diminuição da Criminalidade.

Um dos cursos ofertados por meio do projeto chegou a capacitar 40 recuperandos. Na unidade penitenciária eles tem acesso às aulas de costura, música e outros, todas ofertadas de forma gratuitamente dentro da unidade prisional. No caso das aulas de costuras, os detentos também são responsáveis pela confecção de uniformes escolares e roupas de cama que são comercializadas. As confecções acontecem em uma unidade de produção têxtil instalada dentro da cadeia.

A renda obtida com as vendas é destinada para uma poupança, constituída com objetivo de ser uma reserva financeira para que o assistido pelo projeto possa recomeçar sua vida. O projeto foi ampliado nos últimos dois anos para melhor atender àqueles que precisam de uma nova chance. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Executivo, Judiciário, Ministério Público, município e sociedade civil. Para cada três dias de trabalho é reduzido um na pena.

O diretor da Cadeia Pública de Alto Araguaia, Luiz Gustavo Machado, pontua que o comportamento dos presos mudou depois do projeto. “Ocorreu uma melhoria, tanto na parte estrutural quanto no comportamento dos recuperandos, sendo que depois desse projeto não registramos mais episódios de motins, de falta de respeito com os servidores e agentes penitenciários, o que podemos dizer que é um grande avanço no sistema penitenciário de Mato Grosso”, destaca o gestor da unidade. Rodrigo Maciel Meloni/Assessoria

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