Alvo de investigação, presidente do Detran-MT divulga ‘carta de despedida’

Duas operações policiais esta semana tiveram o Detran-MT como foco.
Presidente disse que deixa cargo e é favorável à realização de uma auditoria.

Gian Castrillon deve deixar o cargo de presidente do Detran no estado (Foto: Marcos Vergueiro/Secom/MT)

Após duas operações da polícia que tiveram como alvo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Mato Grosso em menos de uma semana, o presidente do órgão, Gian Castrillon, encaminhou à imprensa uma nota com tom de despedida do cargo. Segundo a assessoria de imprensa do Detran-MT, a exoneração de Castrillon deve ser publicada no Diário Oficial do Estado na edição de sexta-feira (29). A Secretaria de Comunicação do governo estadual, no entanto, não confirma a exoneração.

No início da semana a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Detran-MT em Cuiabá e na casa de Castrillon. Os mandados faziam parte do desdobramento da Operação Ararath, que investiga um esquema de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro por meio de factorings de fachada. Dois dias depois, a Polícia Civil prendeu 10 pessoas no estado por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude na emissão de carteiras de habilitação. Entre os presos está um funcionário do Detran-MT. E além das duas operações policiais, Gian Castrillon também teve que presidir o órgão em meio a uma greve dos servidores do Detran-MT que durou quase um mês.

Na nota de despedida, o presidente do Detran-MT ressaltou que é a favor de uma auditoria no órgão. “Sou favorável à realização da auditoria proposta pelo governo do estado para que não restem dúvidas em relação a nossa gestão”, observou Castrillon.

O presidente disse ainda que enfrentou dificuldades financeiras no Detran porque o órgão, um dos que mais arrecadam no estado, não administra os recursos arrecadados e depende dos repasses feitos pelo governo. Castrillon frisou que “mesmo diante das dificuldades administrativas inerentes ao Detran-MT, que foram agravadas devido à escassez de recursos à autarquia, nenhum cidadão mato-grossense ficou sem atendimento”. E concluiu a nota informando que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre as investigações em andamento. G1.MT

 

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