Anatel faz vistoria em rádio de padre que se diz perseguido

Uma equipe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esteve em Aragarças-GO, na divisa com Barra do Garças, nesta semana, vistoriando a rádio comunitária Universitária FM dirigida pelo padre Alberto Ferreira. Os fiscais estiveram por duas horas inspecionando os documentos e equipamentos da emissora e depois foram embora.

O padre ponderou que a emissora está sendo perseguida por políticos da região de Barra do Garças e Aragarças incomodados com a divulgação de notícias de desmandos e corrupções de políticos na região.  “Eu tenho certeza que essa denúncia é de cunho político com objetivo de prejudicar a emissora”, frisou.

O religioso reclamou que os fiscais da Anatel não informaram o verdadeiro motivo da visita e após a inspeção foram embora sem deixar cópia do relatório. “Eu nem sei direito o que eles queriam”, completou. Segundo Alberto, a rádio Universitária trabalha dentro do que prevê o estatuto de rádio comunitária do Ministério das Comunicações.

A emissora aragarcense foi a primeira comunitária a entrar no ar no Araguaia em 1999 e depois foi fechada por 10 anos tendo a licença provisória suspensa, fato que o padre atribui a perseguição sofrida por ele já de políticos influentes.

Em 2009, a rádio voltou para o ar com uma nova licença mantendo o estilo polêmico do religioso com slogan  “Coronéis tremei… padre Alberto na área”.

Alberto acredita que a perseguição aumentou após ele se lançar pré-candidato a prefeito em Aragarças pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). As polêmicas já fazem parte da vida do padre, que em Barra do Garças, alega que foi prejudicado dentro da igreja católica inclusive sendo vítima de assédio sexual por parte de um bispo.

No mês passado, ele recebeu no estúdio da Universitária, o senador de Mato Grosso Pedro Taques (PDT) que concedeu uma entrevista e que assumiu compromisso de rever a lei de funcionamento das rádios comunitárias que são proibidas de fazer propaganda e passam dificuldades financeiras por causa disso e são perseguidas pelas emissoras comerciais

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