Após dois dias de júri, dupla acusada de matar prefeito de MT é absolvida

Prefeito foi morto ao sair de uma festa em Nova Canaã do Norte, em 2011.
Audiência foi realizada na cidade na sexta (23) e no sábado (24).

Após dois dias de julgamento em Nova Canaãdo Norte, município a 696 km de Cuiabá, o Tribunal de Júri absolveu o comerciante Wanderlei Teixeira de Almeida, de 46 anos, e o mototaxista Vanildo dos Santos, de 39, da acusação de envolvimento no assassinato do prefeito Antônio Luiz de Castro.  Conhecido como Luizão, ele tinha 43 anos e foi executado quando saía de uma festa, em agosto de 2011.

O júri foi realizado na Câmara Municipal de Nova Canaã do Norte e presidido pela juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade.  Ele iniciou na manhã de sexta-feira (23), foi suspenso durante a noite e retomado no sábado (24), encerrando por volta das 21h [horário de MT]. Conforme a denúncia, Wanderlei Teixeira era apontado como mandante do assassinato. Já Vanildo dos Santos teria auxiliado na fuga de Wanderlei e coagido uma testemunha arrolada no processo, durante investigação do crime. Três dias depois do assassinato do prefeito, Wanderlei foi para a cidade de Diadema, em São Paulo.

De acordo com a sentença, “o júri não reconheceu que o réu Wanderlei tenha sido o mandante do crime de homicídio, como não reconheceu a materialidade delitiva do crime de coação no curso do processo contra Vanildo dos Santos, restando ele também absolvido e prejudicada a votação dos demais quesitos desta série”, consta trecho.

Ao G1, um dos advogados que defende os réus, Paulo Rogério de Oliveira, já havia declarado que não há provas consistentes que atribuam a responsabilidade do crime aos dois clientes e afirmou que ambos são inocentes. Além de Paulo, os advogados Jayme Rodrigues de Carvalho, Silvio Eduardo Polidorio e Abdiel Mathias de Souza também atuaram na defesa dos réus.

Apesar da absolvição no homicídio, Wanderlei atualmente está preso no Presídio Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecido como “Ferrugem”, na cidade de Sinop, a 503 km de Cuiabá, pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele foi condenado pela Justiça por envolvimento no assalto ao Banco Central, no ano de 2005, em Fortaleza (CE). O segundo réu responde em liberdade. “Com a absolvição, ele [Wanderlei] torna-se um réu sem antecedentes criminais e poderá ser posto em liberdadepor responder apenas pelo crime de lavagem de dinheiro”, observou o advogado Paulo Rogério.

O crime
O prefeito Antônio, conhecido como “Luizão”, foi morto a tiros quando saía de uma festa no Distrito Ouro Branco do Sul, em agosto de 2011. De acordo com a denúncia, na ocasião, o acusado Wanderlei estaria na mesma festa, observando de longe a vítima. Outro suspeito, que teria sido contratado, aproximou-se e perguntou a Luiz se ele era o prefeito da cidade. Ao afirmar que sim, a vítima foi atingida com seis disparados. Em seguida, o atirador fugiu do local.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), a vítima havia adquirido um imóvel por meio de um leilão realizado pela Justiça Federal do Ceará. O imóvel pertenceria ao irmão do suspeito, apontado pela polícia como um dos “mentores intelectuais” do assalto ao Banco Central, no ano de 2005, em Fortaleza (CE). G1.MT

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