Após surto, fisioterapeuta com HIV tem registro suspenso pela Justiça

Suspeito tem 41 anos e tentou contaminar a própria mãe na última semana.
Decisão proíbe a contratação do suspeito em qualquer hospital da capital.

Suspeito está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). (Foto: Cristina Mayumi/TVCA)

Um fisioterapeuta de 41 anos, preso na semana passada após tentar contaminar a própria mãe, de 71 anos, com o vírus HIV, teve o registro profissional suspenso pela Justiça, bem como foi proibido de exercer a profissão em qualquer hospital de Cuiabá. A decisão é assinada pelo juiz Marcos Faleiros da silva, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar e Audiência de Custódia.

O suspeito está preso desde o dia 28 de outubro na Penitenciária Central do Estado (PCE) e é acusado dos crimes de praticar ato capaz de produzir o contágio de moléstia grave (no caso, o vírus HIV, do qual é portador), ameaça, furto e violência contra a mulher (Lei Maria da Penha).

Na decisão, o juiz determina que a conversão da prisão em flagrante do suspeito em prisão preventiva e determina a suspensão do registro de fisioterapeuta do indiciado, bem como a proibição do seu ingresso no quadro de funcionários de qualquer um dos 16 hospitais públicos e privados da capital ou em quaisquer unidades de saúde geridas pelas secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

“Há justo receio que utilize sua profissão para a prática de infrações penais (possível contágio de outras pessoas pelo vírus HIV)”, afirmou o juiz, na decisão.

Surto
O fisioterapeuta foi detido na manhã de terça-feira (27), após jogar uma criança de seis meses no chão, se armar com uma seringa e tentar contaminar a mãe com o seu sangue. A situação ocorreu na casa da família, no bairro Eldorado, em Cuiabá. Para evitar a prisão, o suspeito ainda teria se cortado por várias vezes com um caco de vidro, sendo necessário ser sedado por socorristas e medicado no hospital antes de ser encaminhado para a prisão.

De acordo com o depoimento da mãe, o filho é usuário de drogas e estaria perturbando a família. A vítima passou por exames preliminares no Hospital Universitário Júlio Müller que não acusaram a presença do vírus HIV. G1.MT

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