Assaltantes de bancos da região são condenados pela Justiça

Oito integrantes da quadrilha denunciada por assaltos a bancos,  na modalidade ‘Novo Cangaço’, foram condenados pela Justiça a penas que variam de 5 a 40 anos de reclusão. A sentença foi proferida pelo juiz de Direito José Arimatéa Neves Costa. De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a quadrilha era composta por onze integrantes, sendo que três deles estão foragidos, o que levou o processo a ser desmembrado.

Entre os crimes pelos quais os réus foram condenados estão: roubo qualificado, tentativa de latrocínio, formação de quadrilha armada, lesão corporal culposa, falsidade documental, porte e posse de arma de fogo de uso restrito e permitido, além de receptação qualificada. Eles cumprirão pena na Penitenciária Central do Estado de Mato Grosso.

Segundo o Gaeco, as prisões só foram possíveis a partir do trabalho de inteligência realizado desde a tentativa de assalto ocorrido na agência do Banco do Brasil do Município de Paranatinga no dia 04 de julho de 2011. Na ocasião, um dos envolvidos, Luiz Antônio Alves, que na época usava o nome falso de Paulo Henrique Alves, chegou a ser preso pela polícia militar e foi resgatado por seus comparsas, mas seus documentos pessoais ficaram em poder dos policiais, o que facilitou na sua identificação e consequentemente na de seus parceiros.

Durante o período de monitoramento realizado pelo Gaeco, apurou-se que os assaltantes foram responsáveis pelo arrombamento do caixa eletrônico do Banco Bradesco de Rosário Oeste no dia 16 de julho, bem como pelo roubo do Banco do Brasil que aterrorizou o Município de Campo Novo dos Parecis no último dia 30 de agosto, de onde foi levado cerca de R$1milhão.

As prisões ocorreram nos Municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Nobres. Na época, em poder dos criminosos, foi encontrado munições de uso restrito, calibre 762; 1 veículo Fiat/Strada adaptado para o transporte de fuzil e grande quantidade em dinheiro.

CONDENAÇÕES 

Alberone Rodrigues Pereira Junior: Condenado a 40 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de tentativa de latrocínio, roubo qualificado, lesão corporal, falsificação de documentos, porte de arma de uso restrito e formação de quadrilha armada. Utiliza os nomes falsos de Jonas Ribeiro da Costa Filho e Joacy Gomes Barbosa. É fugitivo da Justiça de Recife acusado de explodir um muro de um presídio na região.

Paulo Sérgio Alves de Souza: Condenado a 36 anos e 3 meses de reclusão pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio, lesão corporal, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e formação de quadrilha armada.

Luiz Antônio Alves de Souza: Condenado a 21 anos e 8 meses de reclusão e 2 meses de detenção pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio, lesão corporal culposa, formação de quadrilha armada. Utilizava os nomes falsos de Paulo Henrique Alves e Jean Capistrano Dias. Em Pernambuco de onde é fugitivo da Justiça, usa o apelido de Tony da Maconha, foi condenado por tráfico de drogas e falsidade documental.

Carlos Eduardo Sobrinho: Condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão e 5 meses de detenção. Utiliza os nomes falsos de Anderson Golçalves Soares e André Luiz da Silva. É fugitivo da Justiça de São Paulo e Ceará, estados onde responde por porte ilegal de arma de uso restrito e já foi condenado por latrocínio.
Jelso Bazzo Júnior: Condenado a 29 anos e 3 meses de reclusão e 3 meses de detenção pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio, lesão corporal culposa, porte ilegal de arma de uso restrito e formação de quadrilha armada. Usa o apelido de Sabugão.

Evódio Alves de Souza: Condenado a 17 anos e 8 meses de reclusão pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio,receptação qualificada e formação de quadrilha armada.

Francisco Hélio Bezerra Feitosa: Condenado a 7 anos de reclusão pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, receptação e formação de quadrilha armada.

Clodoaldo Pedro Barbosa: Condenado a 5 anos e 6 meses de reclusão pelos crimes de falsidade documental e formação de quadrilha armada.

 CRISTINA GOMES 

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