Assentados cogitam bloquear BR-163 amanhã em Sorriso

Assentados da região devem bloquear a BR-163 próximo a ponte do rio Teles Pires, nesta 5ª feira, cobrando isenções de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), anulação do embargos de áreas dos assentamentos; que extensões de terras sejam livres de reserva legal; regularização fundiária ambiental; facilitação no acesso à crédito; duplicação da BR-163; isenções em pedágios; liberação de cestas básicas, entre outros.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Ubiratã, Renato Maggione, (a entidade apoia o movimento) explicou, ao Só Notícias, que ainda é discutido o horário para início do manifesto e também que tipo veículo pode passar. Outros pontos de rodovias também podem ser bloqueados em todo Estado.

Há cerca de três semanas, integrantes do Movimento Sem Terra (MST) fecharam a BR-163 por três dias seguidos, a cerca de 50 quilômetros de Sinop, sentido Itaúba (com intervalos). Em um dos dias de manifesto, o congestionamento chegou a aproximadamente dez quilômetros. Para fugir do bloqueio, alguns motoristas usaram uma rota alternativa que passa por estradas vicinais no município de Cláudia que dá acesso a rodovia federal, porém, o trajeto aumentou cerca de 60 quilômetros.

Eles decidiram esperar até 30 de agosto para avaliarem se retomam o bloqueio. Este foi prazo definido com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), segundo coordenador do movimento, Marciano da Silva, para cumpra os pontos definidos nas reuniões que aconteceram, semana passada, em Cuiabá.

As famílias de acampados que estão em áreas próximas ao rio Teles Pires podem ser indenizadas com o alagamento das áreas quando estiverem prontas as obras da Usina Hidrelétrica de Sinop. O Incra se comprometeu, segundo o coordenador, a fazer os procedimentos para que sejam indenizadas. Sobre a retificação da portaria do assentamento 12 de Outubro, formalizando de 100 para 200 o números de famílias no local, declarou que o “instituto vai reverter o problema”. Até o dia 16, técnicos devem vistoriar a área.

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