Até 7 secretários podem deixar os cargos em dezembro para se candidatar

Indicados mais técnicos devem permanecer na função, segundo o governador

Pelo menos sete dos 24 secretários de Estado estão cotados para disputar as eleições de 2014, e terão que deixar o cargo até 31 de dezembro deste ano se quiserem se candidatar, conforme determinação do governador Silval Barbosa (PMDB).

O prazo legal para desincompatibilização é somente em 5 de abril de 2014, seis meses antes do pleito. Porém, Silval quer que os secretários permaneçam no cargo ao longo do próximo ano, para dar continuidade à gestão, sem ter que fazer nova reforma em março.

Já admitem abertamente a intenção de disputar nas próximas eleições o secretário de Administração, Francisco Faiad (PMDB), o secretário de Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo (PP), e o chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Ermat), Eder Moraes (PMDB) – todos com o objetivo de tentar uma vaga de deputado estadual.

Outro do PMDB cotado para ser candidato é o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Alan Zanatta. A sigla quer lançá-lo a deputado federal, porém, ele ainda não admite a candidatura. É o mesmo caso do secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, que é cotado pelo PR para disputar as próximas eleições, mas evita confirmar a possibilidade.

A cúpula do PSD trabalha com a possibilidade de lançar como candidatos o vice-governador e secretário de Cidades, Chico Daltro, e a secretária de Cultura, Janete Riva. Ela seria uma opção para suceder o marido José Riva como deputada estadual, enquanto Daltro poderia disputar para deputado federal, senador ou governador.

O prazo apertado concedido por Silval está fazendo com que candidatos em potencial repensem o projeto eleitoral. É o caso do titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Meraldo Figueiredo Sá (PSD). Ele afirma que tem projetos em andamento na pasta, aos quais não será possível dar continuidade se ele tiver que sair do cargo em dezembro.

Outro que chegou a ser cogitado foi o secretário de Meio Ambiente, José Lacerda. Apesar do desejo da cúpula do PMDB de lançar Lacerda como candidato a deputado estadual, ele deve permanecer na pasta.

Alguns secretários indicados por partidos da base aliada, mas com perfil mais técnico, devem permanecer nos cargos. É o caso de Cinésio de Oliveira (Transportes e Pavimentação Urbana) e Arnaldo Alves (Planejamento), ambos indicados pelo PR.

Jorge Lafetá (PMDB), que assumiu o comando da Secretaria de Saúde na última semana com a missão de tirar o setor da situação caótica em que se encontra, deve continuar no cargo para seguir com essa tarefa.

As exonerações abrem espaço para uma reforma no secretariado, que pode vir a alterar o equilíbrio de forças partidárias no governo. Silval disse que ainda não definiu se manterá as pastas nas mãos dos partidos que já as comandam hoje, ou se vai remanejar as siglas da base aliada. De acordo com o governador, essas discussões serão feitas em conjunto com os partidos. Via Mídia News

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