Audiência Pública discutiu manutenção do traçado original da FICO

ÁGUA BOA – A Assembleia Legislativa realizou hoje, audiência pública no Polo UAB de Água Boa para discutir a manutenção do traçado da Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico). Como palestrante convidado, esteve presente o economista Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Atualmente, Pagot trabalha na estruturação de projetos de infraestrutura logística na implantação de portos, vias navegáveis, companhias de navegação, integração de modais. O projeto original prevê a passagem da Ferrovia por Cocalinho e Água Boa, saindo de Campinorte, Goiás. Porém, a região está mobilizada, uma vez que lideranças de Querência também querem a ferrovia, por causa da imensa produção de grãos.

De acordo com o Movimento Pró-Logística, a Fico vai proporcionar um alívio significativo para o escoamento dos grãos do Vale do Araguaia, permitindo a redução de custos do frete em aproximadamente 25%. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção de soja e milho na região representa 32% da produção do estado, e até 2025 deve saltar de 20 milhões para 29 milhões de toneladas.

ÁGUA BOA – O ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot afirmou esta manhã que um traçado alternativo para a Ferrovia de Integração Centro oeste prevê deslocar as obras de Campinorte até São Miguel do Araguaia, Goiás, atravessando o rio Araguaia em Ribeirão Cascalheira e chegando até Querência. Somente depois, o traçado alternativo prevê alcançar o plano original na altura do Rio Xingu. Pagot lembra que nessa nova rota, serão necessárias mais obras para elevar a estrutura da ferrovia em meio aos baixios com água para fugir da temporada de cheias do Rio Araguaia, sem falar na proximidade com áreas indígenas. Ele salienta que no atual traçado da fico de Campinorte até Água Boa, já existe projeto técnico e todas as licenças ambientais providenciadas.

O custo dos projetos é de cerca de R4 20 milhões. Iniciar tudo por um novo traçado seria desperdiçar dinheiro público e mais perda de tempo. Se a Fico mantiver o traçado por Água Boa, e o Tribunal de Contas da União aprovar o projeto, as obras podem iniciar ainda em 2.019. Dessa forma, o economista entende que em 3 ou 4 anos o trem estará apitando em Água Boa. Pagot informou ainda que a fico faz parte de um projeto maior, a ferrovia bioceânica, que ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico, partindo do Rio de Janeiro até a costa do Peru. Ele ressaltou também que atualmente, 1.000km de ferrovias custam 30 dólares a tonelada, enquanto que o transporte por rodovia demanda mais de 60 dólares o mesmo trajeto. Portanto, segundo ele, a viabilidade econômica da FICO é enorme, prevendo expansão da produção de gado e grãos como soja, milho, arroz e outras culturas que podem ser introduzidas.

ÁGUA BOA – A Audiência Pública desta manhã na UAB local tem força de lei em suas decisões. Por esse motivo, até um abaixo assinado circulou entre os presentes ao evento, como forma de pressionar o governo federal a manter o traçado original da FICO, conforme projeto já em andamento. Prefeitos, vereadores e lideranças do agronegócio de Canarana, Nova Xavantina, Nova Nazaré, Cocalinho, Campinápolis, Querência, Gaúcha do Norte, Ribeirão Cascalheira, Bom Jesus do Araguaia, distrito de Santiago do Norte e até de Nova Ubiratã acompanharam o encontro de hoje.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, Imea, estima que até 2.025, o Araguaia produzirá 32% da soja e do milho de Mato Grosso. Significará um salto de 20 para 29 milhões de toneladas de grãos produzidos no eixo estruturante da FICO. A iniciativa de pedir essa audiência pública foi do Vereador Luis Cesar de Lara Pinto Filho, e demais edis. Presentes ao evento, o senador Wellington Fagundes, Odair Sangaletti da Aprosoja, Ronaldo Magalhães da Agência Nacional dos Transportes Terrestres, ANTT, deputado estadual eleito Dr. José Eugênio, presidente da Câmara de Vereadores, José Ari Zandoná, e demais lideranças locais e regionais.

Interativa FM

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