Aulas na rede estadual de MT são retomadas após mais de dois meses

Greve dos professores durou 67 dias e foi suspensa na quinta-feira (17).
Acordo foi aceito pela categoria na quinta-feira (17), em assembleia.

Após 67 dias de greve, os professores da rede estadual de ensino de Mato Grosso retomaram as atividades nesta segunda-feira (21). De acordo com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), a previsão é que 100% das unidades de ensino do estado reabram os portões das unidades para os alunos hoje. A decisão de voltar a trabalhar foi tomada em assembleia geral da categoria realizada na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, na última quinta-feira (17).

A greve só foi suspensa depois que o Ministério Público Estadual (MPE) decidiu intermediar a reunião entre a Secretaria e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), quando uma nova proposta trouxe avanço nas negociações. Pelo novo acordo, o aumento de 100% do salário deve começar a ser pago em março do ano que vem e não em maio de 2014. A hora-atividade, no entanto, será paga em três vezes, mas com percentuais diferentes dos que foram apresentados anteriormente.

A nova proposta foi apresentada à categoria durante reunião na sede da Seduc, na última terça-feira (15). Até decidirem pelo fim da greve, alguns professores que estavam acampados próximo à secretaria se dirigiu à frente do prédio da Assembleia Legislativa para cobrar ação dos deputados estaduais em prol da causa da educação.

Os professores chegaram a montar tendas no gramado da Assembleia e dançaram na entrada do prédio com cartazes e faixas de protesto. Contudo, os parlamentares não estavam na Casa de Leis devido à morte do ex-deputado, ex-prefeito de Várzea Grande (cidade da região metropolitana de Cuiabá) e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Ary Leite de Campos.

Durante os mais de dois meses de impasse, a greve foi declarada abusiva por dois desembargadores, Marcos Machado e Maria Erotides Baranjak. Ambos determinaram o fim do movimento, mas nenhuma das determinações foi atendida pela classe. Além disso, o governo também impôs o corte de ponto dos trabalhadores, como tentativa de acabar com a paralisação.  Apesar da decisão ter intimidado muitos professores, pelo menos 53,94% das unidades escolares continuaram a greve, de acordo com a versão do Sintep.

O sindicato anunciou que o movimento chegou a ter 90% das escolas atingidas. Mato Grosso tem 39 mil trabalhadores na educação em 738 escolas estaduais e cerca de 430 mil alunos. G1.MT

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