Aumenta em 55% número de mortes por afogamento em Mato Grosso

Neste ano, 87 pessoas já perderam a vida em rios, piscinas e lagos.
Mortes aumentam durante feriados prolongados.

Aumentou em 55% o número de mortes por afogamento em relação ao ano passado, em Mato Grosso. Em 2014, 56 pessoas morreram vítimas de afogamento e, até outubro deste ano, 87 já perderam a vida em rios, piscinas e lagos. Os casos registrados em residências também fazem parte dos dados contabilizados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

Há uma semana, um empresário morreu ao cair da moto aquática que ele pilotava no Rio Teles Pires, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. O corpo foi localizado na segunda-feira (9), um dia após o sumiço, numa região conhecida como ‘Prainha’.

Ainda neste mês, Um homem pulou no Rio Cuiabá para salvar o filho, que se afogava no Rio Cuiabá, na Estância Cachoeirinha, região conhecida como Passagem da Conceição, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e os dois morreram afogados.

Outra morte por afogamento que chamou a atenção ocorreu no último dia 31, no Rio Garças, em General Carneiro, a 449 km de Cuiabá. A vítima foi o vereador Jackson Rodrigues (PR), de 44 anos, que estava em uma propriedade rural daquela região quando entrou no Rio Garças e desapareceu.

Vereador Jackson Rodrigues (PR) desapareceu no rio Garças, em MT. (Foto: Divulgação/Câmara de General Carneiro)Vereador Jackson Rodrigues (PR) morreu afogado
no rio Garças (Foto: Câmara de General Carneiro)

A família acionou o Corpo de Bombeiros para tentar o resgate, mas as buscas só tiveram início no outro dia. O corpo foi encontrado no rio e estava em avançado processo de decomposição dois dias depois.

Nos feriados prolongados, o número de afogamento é maior, como, por exemplo, a morte de cinco pessoas no feriado da Independência, nos dias 6 e 7 de setembro. Em um dos casos, morreu um adolescente de 13 anos que nadava no Rio Cuiabá, na região da comunidade Arraial dos Freitas, a nove quilômetros da Ponte de Ferro da região do Coxipó, em Cuiabá.

Outro registro de afogamento foi de um homem de 38 anos, na comunidade de Bom Jardim, no município de Nobres, a 151 km de Cuiabá. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele era tripulante de uma embarcação que virou no Rio Cuiabazinho com várias pessoas. O corpo foi resgatado pelas pessoas que estavam no local.

Casos de afogamentos
De acordo com o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Ruberval Alexandre de Barros, o aumento de mortes por afogamento está relacionado no número de feriados prolongados e o fator climático. “Com as altas temperaturas, as pessoas começam a procurar esse tipo de lazer. Em Cuiabá, tem rios de fácil acesso e isso pode ter causado esse índice de ocorrência”, explicou.

Além disso, tenente-coronel explica que falta prudência de parte das pessoas que frequentam esses rios.“ As orientações são dadas, só que mesmo assim, elas insistem em frequentar esses lugares. Outro fator é a bebida alcoólica, a maioria dos afogamentos acontece com jovens. Eles estão na fase de desafiar o outro e, nessas em brincadeiras, acontece o incidente”, avaliou.

Primeiros Socorros
Em casos de afogamento, ele aconselha que até a chegada da equipe do Corpo de Bombeiros os procedimentos de primeiros socorros devem ser realizados, mas somente por quem souber a técnica para realizar a ação. “Se a pessoa verificar o afogamento e não tiver a técnica e habilidade para efetuar o procedimento, poderá pegar matérias que flutuam e colocar debaixo da pessoa que está se afogando. Caso contrário, melhor não fazer nada”, aconselhou.

 

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