Aventureiros retornam a Canarana e completam a expedição Altiplano Andino

Na quinta-feira (15.01), chegaram a Canarana os quatro aventureiros que percorreram em duas motos 11 mil km na Expedição Altiplano Andino, que abrangeu o Brasil, Peru, Chile e Bolívia. Com muita emoção, cansaço e gripados, foram recepcionados por parentes e amigos.
Cleomar Roberto Ferreira e sua namorada Pâmela Pricila Santos da Silva fizeram a expedição em uma moto V-Strom 650 cc; e Fernando Bissolotti e sua namorada Pâmela Caroline em uma moto BMW G 650 cc. Pâmela Caroline é filha de Cleomar e dos quatro somente Fernando é de Querência.
Eles saíram de Canarana no dia 16 de Dezembro de 2014. Passaram na expedição por lugares como Machu Picchu, sobrevoaram as linhas de Nazca, tomaram banho no Oceano Pacífico, estiveram em lugares com mais de 5 mil metros acima do nível do mar, pegaram bastante chuva e enfrentaram temperaturas negativas. Uma verdadeira aventura.
Mesmo estando bem preparados, com roupas impermeáveis, acabavam ficando encharcados. Molhados, chegaram a enfrentar temperaturas baixas e era preciso parar para se esquentar no escapamento das motos. Na altitude, devido a diminuição do oxigênio, até os motores das motos funcionavam com dificuldade.
Para Pâmela Caroline, “o mar do Brasil [Atlântico], não é tão bonito quanto o Pacífico. Lá o aroma do mar é doce”. Para ela e o seu namorado Fernando, o oceano Pacífico [Chile] e o deserto de Atacama [entre o Chile e o Peru] foram os lugares mais bonitos que eles viram.
Para Cleomar, a região do Altiplano [região plana no alto da Cordilheira dos Andes], e a visão do salar de Uyuni [na Bolívia], foram as melhores vistas que contemplou. “De cima da montanha avistei o salar. Foi uma imagem que guardei”, disse. Sua namorada Pâmela gostou do oceano Pacífico e dos cumes da Cordilheira dos Andes cobertos de gelo.
Um fato curioso que aconteceu com eles é que em Cuzco (Peru], viram uma igreja Católica muito bonita. As portas estavam abertas e resolveram entrar para conhecer. Lá dentro havia muita gente, todos de preto. O que os aventureiros não sabiam é que se tratava de um velório e constrangimento maior do que entrar foi ter que ficar pelo menos um pouquinho.
Esta expedição também serviu para reencontrar Pâmela Pricila com o seu pai, Gilberto, que ela não via há 8 anos. Ele mora em Cena Madureira-AC, perto de Rio Branco, por onde eles passaram. Pâmela e Cleomar foram até Cena Madureira e além de reencontrar o seu pai, Pâmela conheceu dois irmãos, um rapaz de 15 anos e uma menina de 04 anos.
Mas tão gostoso quanto viajar é voltar para casa. Conforme Fernando, “quando um homem sai de casa, nunca mais volta o mesmo”, porque as dificuldades enfrentadas e as diferenças trazem a saudade do lugar natal e das pessoas que amamos. Sua namorada Pâmela disse que viu muita pobreza e que agora considera o Brasil um país rico.
Cada casal gastou em média 15 mil reais para realizar a expedição. E eles querem mais. Esta foi a segunda vez que Cleomar faz uma expedição pela Cordilheira dos Andes. Da próxima, quer ir de moto para a América do Norte, até o Canadá. Já Fernando que ir para os países do Norte da América do Sul, até a Venezuela.
Concluída a aventura e de volta para casa com muitas histórias para contar, eles agradeceram aos familiares e amigos pelo apoio na Expedição.
PIOR TRECHO – Segundo Fernando, o pior trecho dos 11 mil km percorridos por eles foram os 37 km da MT-326 entre Canarana e a BR-158. (jopioneiro).
 

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