Baixo custo de produção na Argentina chama atenção dos produtores de Querência

Na Argentina o custo de produção por hectare é de aproximadamente 400 reais, enquanto em Querência é o triplo

Ascom Aprosoja

Os querencianos marcaram presença no oitavo Circuito Aprosoja realizado na noite de terça (21) no CTG Pousada do Sul.  O  município atualmente é responsável por 4,4% da produção de soja de Mato Grosso, com mais de 340 mil hectares de soja na última safra.  A expectativa de público foi superada em 25%, com o total de 250 pessoas entre produtores, estudantes e população em geral. “É uma satisfação muito grande ver a casa cheia. Isso demonstra que os produtores de Querência estão a cada dia acreditando mais nas ações da Aprosoja, o que contribui para motivação da diretoria e colaboradores da entidade”, disse o vice-presidente da região Leste, Gilmar Del’Osbel.

Um dos assuntos que chamaram a atenção dos produtores locais no painel internacional sobre a produção de soja no mundo foi o custo de produção na Argentina. Lá se gasta aproximadamente R$ 400 reais por hectare. “Nós aqui gastamos em torno de R$ 1.200,00, com uma produção com uso de média tecnologia”, explica o engenheiro agrônomo que atende os produtores do município há mais de 25 anos, Adão Calmo. Segundo ele, o custo na região varia de R$ 1.110,00 a R$ 1.300,00, dependendo do uso de tecnologia. E o que mais onera é o adubo, que representa em torno de 40% dos custos.

Na Argentina, 50% a 60% da produção de soja é feita em área arrendada.  Com o arrendamento, o custo por hectare chega a R$ 480,00 e os contratos são feitos anualmente, o que deixa os produtores argentinos inseguros quanto à produção. “Os contratos são as grandes preocupações dos produtores argentinos, porque nós não temos certeza de que na próxima safra poderemos plantar na mesma área”, explicou o consultor argentino Alejandro Vejrup, da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentos Agropecuários (AACREA).

O estudante do último ano do curso técnico em Agropecuária da Escola Enfac, Patrick Bosio, disse que achou interessante, além do custo de produção, arrendamento e transporte, a questão da alta tecnologia utilizada nos Estados Unidos . Notou também que o que há de comum em ambos países é a questão dos altos impostos, apesar de na Argentina ser um pouco mais alto.

Para o produtor Tiago Grando, o Circuito Aprosoja é o um intercâmbio de informações, onde os produtores puderam tirar suas dúvidas direto com representantes dos principais países concorrente do Brasil. “As palestras foram fundamentais para trazer conhecimento e   entendermos qual é situação da produção nos Estados Unidos e Argentina. E é um momento também que a Aprosoja traz o que já fez pa os produtores. E essas conquistas são de fundamentais para a continuação da nossa atividade, o que vem fazendo grande diferença pra nós”, finalizou. O evento é uma realização da Aprosoja e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), com patrocínio da Basf, Bayer e Syngenta.

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