Brasil lançará satélite para banda larga

O anúncio foi feito na Índia pelo ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp. Satélite terá custo avaliado em R$ 750 milhões.

O Brasil prepara o lançamento de um satélite geoestacionário de comunicação para proporcionar banda larga a todos os municípios do País, anunciou ontem, em Nova Délhi o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp.

O país busca na Índia uma cooperação técnica para o satélite, cuja construção e lançamento, sob responsabilidade da Telebras e da Embraer, tem um custo avaliado de R$ 750 milhões (412 milhões de dólares). Apenas o lançamento custará 80 milhões de dólares.

“Vamos fazer um concurso internacional que abre a possibilidade a uma cooperação tecnológica importante”, disse o ministro. O satélite de comunicação dará opção a todos os municípios brasileiros a acessar a banda larga para os serviços de Internet e telefonia móvel 3G.

Brasil, Índia e África do Sul – três integrantes do grupo dos emergentes Brics, ao lado de China e Rússia – também discutirão nos próximos dias o lançamento de outro satélite para a observação do clima no Atlântico Sul, o que permitirá fazer as medições necessárias para “entender as anomalias com o campo magnético terrestre que deixam passar as radiações ultravioletas”.

Com a China, país com o qual mantém uma intensa cooperação desde os anos 80 – com o lançamento conjunto de três satélites -, o Brasil prevê o lançamento de um satélite este ano e outro em 2014, informou o ministro, que considera “estratégica” a cooperação Sul-Sul.

Sem Fronteiras

Amanhã, as autoridades da Índia serão as primeiras na Ásia a formalizar parceria com o Brasil no programa Ciência sem Fronteiras, lançado em julho de 2011, e que pretende enviar para o exterior, em 4 anos, 100 mil estudantes – desde alunos de graduação até cientistas com pós-doutorado.

A presidenta Dilma Rousseff elogiou os avanços conquistados pelos indianos em ciência, tecnologia e inovação. “Os brasileiros admiram a capacidade da Índia de combinar valores milenares com avanços notáveis em ciência, tecnologia e inovação”, disse a presidenta.

Segundo ela, em breve, o Brasil receberá pesquisadores indianos que integrarão o programa Ciência sem Fronteiras.

O programa já enviou 100 mil brasileiros ao exterior, em particular aos Estados Unidos (20 mil), Alemanha (10 mil) e França (8 mil).

No caso da Índia, o Brasil espera estimular o intercâmbio nas áreas de tecnologia, saúde, em particular o combate a Aids, malária e turberculose, assim como a farmacêutica, a nanotecnologia e as ciências de forma geral.

A presidenta lembrou também que Brasil e Índia mantêm parcerias nas áreas de tecnologia, petróleo, gás e petroquímica. Segundo ela, a ideia é ampliar ainda mais a cooperação entre as duas nações. Dilma também pretende aumentar a parceria com a China, África do Sul e Rússia.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A presidenta Dilma Rousseff e sua comitiva participam em Nova Délhi, na Índia, da 4ª Cúpula do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, desde a última terça-feira (27) até o próximo sábado (31).

opovo

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