‘Brutalidade’, diz mãe de aluno morto por colega de 13 em escola em MT

Estudante deu socos no rosto do colega, que desmaiou e morreu no dia 26.
Aulas foram retomadas nesta 2ª e estudantes são atendidos por psicólogos.

‘‘Uma brutalidade dentro de uma escola’’, disse a mãe do estudante Lucas Alves Pereira, de 14 anos, morto por um colega, de 13, no pátio da Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, emJuruena, a 893 km de Cuiabá, na semana passada. Dirlei Pauli, que é professora, disse que ainda está em choque e não consegue conversar sobre o assassinato do filho, no último dia 26.

De acordo com a Polícia Civil, Lucas e o colega teriam se desentendido e o garoto acabou agredido com socos no rosto. Lucas desmaiou, foi levado a um hospital da cidade e morreu na unidade de saúde. O estudante, suspeito de agredir e matar Lucas, está apreendido.

A mãe do adolescente disse ao G1 que o filho não brigou com o outro estudante e que foi agredido pelo colega, sem chances de se defender. A família se recupera da perda em um sítio de parentes.

As aulas na escola foram suspensas na semana passada e retomadas nesta segunda-feira (31). Os estudantes participaram de um culto ecumênico em homenagem ao estudante. Segundo a coordenadora da escola, Regiane Jales de Souza, Lucas era considerado um bom aluno. Já o colega dele, apesar de não ter histórico de violência na instituição, tinha faltas frequentes. A morte de Lucas abalou a escola de pouco mais de 900 estudantes.

Faixa de luto tinha sido colocada após morte de aluno em Mato Grosso. (Foto: Reprodução/TVCA)Faixa de luto foi colocada após morte de aluno em
Mato Grosso (Foto: Reprodução/TVCA)

“Os dois não tinham nenhum desentendimento. Pelo que sabemos o desentendimento ocorreu naquele dia depois de uma fofoca, pois os dois gostavam da mesma menina. O adolescente [agressor] tinha problemas de não querer estudar, mas não era violento com professores nem alunos”, declarou Regiane ao G1.

Por conta dessas faltas o Conselho Tutelar e a família do adolescente foram chamados e passaram a acompanhá-lo. “Os alunos estão abalados. Lucas era um aluno querido, tanto dentro e fora de aula. Não era briguento e tinha amizade com todos”, recordou a coordenadora.

Palestras e psicólogos
Apesar das aulas serem retomadas após a morte do aluno, a coordenadora informou que ao longo da semana os estudantes vão participar de palestras e acompanhamento de psicólogos e educadores. A ideia é conscientizar os alunos a manterem um bom relacionamento uns com os outros. Equipes da Polícia Militar e Civil também devem fazer palestras e ações educativas na escola.

“Tivemos um culto ecumênico hoje e teremos palestras e aconselhamentos contra a violência e uso de drogas. Uma equipe de psicólogos vai ficar na escola para atender alunos e professores, pois as pessoas reagem de forma diferente, uns são tranquilos e outros são emotivos”, pontuou.

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