Cabo da PM é detido em Ribeirão Cascalheira

A Delegacia Municipal de Ribeirão Cascalheira (900 km a Leste), da Polícia Judiciária Civil, efetuou a prisão em flagrante delito de JOSÉ LUIZ BEZERRA BRAGA, cabo da Polícia Militar, 45 anos, na última quarta-feira, 07/03/2012. O referido miliciano foi autuado pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, insculpido no art. 273, § 1º-B, V e VI, do Código Penal.

A prisão do cabo Braga ocorreu a partir de informações da Polícia Federal, pois, segundo aquela Instituição Policial, havia sido enviado de Barra do Garças para Ribeirão Cascalheira um envelope lacrado, contendo o medicamento conhecido como CYTOTEC, utilizado clandestinamente para provocação de aborto. O remédio, transportado por uma empresa de ônibus, seria entregue no guichê da Estação Rodoviária de Ribeirão Cascalheira, onde o averiguado faria a retirada.

Com o recebimento dessa informação, o Delegado Marcos Leão e sua equipe de investigadores e escrivães passaram a monitorar a chegada do “pacote”, a fim de realizar a detenção do militar no momento oportuno. Assim, por volta de 14 horas, quando o suspeito, que se encontrava fardado e numa viatura policial, retirou o medicamento do guichê da empresa de ônibus, ele foi abordado e conduzido à Delegacia Municipal.

Na presença de testemunhas, servidores civis e militares, o cabo Braga confessou, em entrevista à Autoridade Policial, que havia adquirido o referido remédio para utilizá-lo numa mulher que ele tinha engravidado, mas não declinou seu nome. Tal militar, inclusive, citou que era a segunda vez que adquiria do mesmo medicamento. E, realmente, já havia a certeza de que o militar havia comprado, recentemente, do mesmo remédio. Entretanto, o aborto não dera certo, sendo necessária outra tentativa, porém frustrada pela ação policial.

Em interrogatório, o cabo Braga alegou desconhecimento acerca do conteúdo do envelope e sua destinação. Negou, inclusive, que houvesse o envolvimento de uma mulher. “Dessa forma, a Polícia Judiciária Civil ainda continua o trabalho investigatório para descobrir a identidade da mulher”, disse o delegado Marcos Leão. Após as formalidades de praxe, o miliciano foi encaminhado ao 16º Batalhão de Polícia Militar em Água Boa, onde se encontra à disposição da Justiça.

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