Caminhões formam “fila” de até 20 km para chegar a terminal

A fila de caminhões para descarregar no terminal da América Latina Logística (ALL), na cidade de Itiquira (357 km ao Sul de Cuiabá), na rodovia estadual MT-299, já passa dos 20 quilômetros.

Segundo a Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Mato Grosso (Fettremat) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas dos Transportes Terrestres de Rondonópolis e Região (STTRR), a fila caminhões é ocasionada pela falta de vagões do trem que transporta a produção para o Porto de Santos (SP).

O sindicato afirma que os caminhões chegam a todo instante com cargas de grãos para descarregar nos vagões, mas o terminal não tem conseguido atender à demanda e nem oferecido apoio para os motoristas.

O sindicato informou que vai ingressar com uma ação na Justiça, sustentando que os motoristas estão sendo submetidos a condições insalubres, devido à demora em descarregar.

Os profissionais estão sem água para beber, refeições, local de banho e descanso.

“A nossa preocupação é com as condições insalubres a que os motoristas, mais uma vez, ficam submetidos. Vamos ingressar com uma ação na Justiça contra essa situação de maus tratos ao trabalhador. Vamos requerer indenizações por danos morais e coletivos. E também o pagamento, conforme rege as leis federais dos valores das estadias”, informou Luiz Gonçalves da Costa, presidente do STTRR.

Na semana, a BR-364 ficou bloqueada por uma semana, entre as cidades de Alto Garças e Alto Araguaia, no Sul do Estado. Na ocasião, formou-se uma longa fila de caminhões que chegou até a 60 quilômetros.

“O problema no local começou com a falta de vagões. Quando o trem chegou com os compartimentos, os motoristas já estavam esperando há vários dias para descarregar e começaram a cobrar pela estadia. A expectativa é de que a situação se normalize em até dois dias”, explicou o sindicalista.

O STTRR alega que a ALL tem jogado a responsabilidade para as empresas que terceirizaram o embarque no terminal de Itiquira, como forma de se eximir da responsabilidade com os motoristas.

“Os trabalhadores estão em condições totalmente insalubres, análogas à escravidão. A ALL é responsável pelos terminais, mas dizem que a responsabilidade é das embarcadoras. É um jogo de empurra. Os nossos advogados estão concluindo a ação contra ALL e todas as embarcadoras, por essas condições inadequadas de trabalho”, afirmou Luiz Gonçalves.

Outro lado
Por meio de assessoria, a ALL informou que não gerencia a operação no terminal da Seara, em Itiquira, e que vem cumprindo todos os seus compromissos comerciais com os clientes da região. Paranatinga News

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