CANARANA: Homem preso com R$ 3,2 milhões é transferido para presídio de Cuiabá

O homem de 41 anos, investigado por tráfico de drogas e que foi preso com R$ 3,2 milhões, foi transferido nesta quarta-feira (8) de Canarana, a 838 km de Cuiabá, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), na capital mato-grossense. Uma operação conjunta da Polícia Civil fez a escolta do suspeito através de um avião do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

De acordo com a polícia, o suspeito e o dinheiro foram trazidos para a capital por questões de segurança, por conta do valor apreendido com ele. Além disso, o preso é considerado de alta periculosidade, com provável envolvimento em assaltos a banco e tráfico internacional de drogas. Conforme o Ciopaer, ele foi transferido em uma aeronave bimotor modelo Seneca até a base da corporação. De lá foi recambiado para o presídio com escolta do Grupo de Operações Especiais (GOE).

A assessoria da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) informou ao G1 que o preso está no Raio 5 da PCE e divide a cela com outros detentos.

‘Milionário’
O suspeito já estava sendo monitorado pela Polícia Civil há algum tempo. A prisão ocorreu no domingo (5) e o caso só foi divulgado pela polícia na tarde desta terça (7). A quantia em dinheiro foi encontrada pelos policiais civis embaixo de sacos de esterco, cerâmicas, madeiras e alguns alimentos. Quando foi preso o suspeito ofereceu R$ 500 mil aos policiais para ser liberado. E enquanto era interrogado, pelo delegado de Canarana, João Biffe Júnior, também ofereceu R$ 500 mil como propina ao delegado.

De acordo com João Biffe, na delegacia o suspeito alegou ser proprietário de fazendas na região de Canarana e que era comprador de gado. No entanto, realiza declaração de Imposto de Renda como pessoa isenta.

Há meses o homem era monitorado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Durante as investigações, os policiais constataram que era de costume o suspeito chegar a Canarana, geralmente, no final da tarde, permanecendo hospedado em um hotel até o anoitecer, quando então deixava a cidade.

 

Divulgação/Polícia Civil-MT

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