Canarana

INFORMAÇÕES  GERAIS

 

  • Área : 1.087.000  ha
  • População : 19.681 habitantes
  • Clima: Tropical com período chuvoso e seco definidos
  • Temperatura média: 25 °C
  • Índice Pluviométrico : 1.800 mm / Ano
  • Vegetação : Cerrado (55%),Mata (40%),Varjão (5%).
  • Hidrografia : Bacias Xingu e Araguaia
  • Rios : Culuene, Sete de Setembro, Suiá Missu, Xingu, Tanguro, Vanick .
  • Altitude 390 m
  • Latitude: W 13º 34’ 27”   Longitude: S 52º 16’ 13’’

INFRA ESTRUTURA DO MUNICÍPIO

  • Canarana é uma cidade planejada, com ruas e avenidas largas, bem arborizada, com a presença da vegetação nativa nos canteiros  centrais.
  • Em todo o Município, há em torno de 4.000 km de estradas, mantidas em ótimas condições de tráfego pela Secretaria de Obras do Município, que mantém parceiras com o Estado e produtores para recuperação das estradas e pontes.
  • Esta em construção o asfaltamento da MT-020, que liga Canarana à Paranatinga, assim encurtando a distancia do Vale do Araguaia com a capital Cuiabá.
  • O Abastecimento de energia é feito via linhão, a água é tratada e distribuída em praticamente toda a cidade.
  • Instituições Financeiras : Banco do Brasil, HSBC, Sicredi, Bradesco, Caixa e Agência Lotérica
    (Monumento do Avião, localizado na praça central Siegfried Roewer)

    Canarana surgiu em função dos problemas fundiários do sul do país. Em 1970 viviam em Tenente Portela 4.077 famílias de agricultores em uma área de apenas 34.000 hectares. Mais da metade dessas famílias não tinham terra suficiente para viver e criar seus filhos. Cada ano se formava cerca de 450 novas famílias. Muitas acabavam mudando para as favelas das cidades da região.

    O trabalho que deu origem ao projeto Canarana iniciou com a criação da Rádio Municipal de Tenente Portela, inaugurada no dia 11 de outubro de 1970. Além do trabalho da equipe da emissora, liderada pelo então pastor Norberto Schwantes, foram feitas reuniões onde o problema de falta de terra era diretamente debatido com os agricultores, porque falar abertamente sobre problemas fundiários era visto como subversão, pois na época estava vigente o regime militar em nosso país.

    Segundo Norberto Schwantes, a meta inicial era viabilizar uma lavoura com maior produtividade, a exemplo da agricultura centro-europeia, mas logo foi constatado que esse projeto era insuficiente. O agrônomo Orlando Roewer apresentou uma ideia que já era tradicional, a emigração para outros lugares do país.

    Três membros da Rádio Municipal foram conhecer Mato Grosso e voltaram entusiasmados. Descobriram um imenso vazio demográfico com muita terra boa e barata. Para os agricultores dispostos a emigrar, a equipe sugeriu a criação de uma cooperativa e para os que queriam ficar, um programa de remembramento mini fundiário (união de terras).

         A Coopercol (Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda), teve sua assembleia de criação no dia 31 de março de 1971. Ela entrou para a história como a primeira cooperativa colonizadora do país.

    O sonho dos agricultores era ir para Dourados (MS), mas lá as terras já estavam inflacionadas. A diretoria da cooperativa, em 15 de fevereiro de 1972, viajou para o Mato Grosso a fim de conhecer as terras de Barra do Garças (MT). Na altura da localidade conhecida como Váo, o ônibus atolou e muitos queriam voltar atrás. Os persistentes levaram a viagem até o fim, mas ao voltarem para Tenente Portela, o agrônomo alemão Diter Fomford pintou um quadro muito negativo das terras de Mato Grosso, causando uma debandada: dos 400 sócios iniciais restaram apenas 36.

    A esse grupo juntaram-se mais 44, totalizando 80 famílias. Foi então que a Coopercol adquiriu uma área de 39.981 hectares, que era da viúva Fontoura, proprietária do laboratório fabricante do Biotônico Fontoura.

    No dia 14 de julho de 1972, começaram chegar  na região as primeiras das 80 famílias de pioneiros,  dando início
    ao Projeto Canarana I. As primeiras duas famílias foram trazidas por Luiz Cancian e foram as de Siegfried Bruno Geib e Ervino Teixeira Berft. Inicialmente se alojaram num acampamento conhecido como “Vila Sucuri”. Cada pioneiro recebeu um lote de 480 hectares, ficando uma parte como área de reserva e instalações urbanas. Antes do surgimento da cidade foram criadas três agrovilas, cada uma numa distância de seis quilômetros do perímetro urbano.

    nome “Canarana” foi escolhido a partir de uma pesquisa feita pelo Agrônomo Orlando Roewer. Entre as espécies de fauna e flora existentes na região, chamou a atenção o nome de um capim chamado de canarana. Norberto Schwantes e seus companheiros de  trabalho optaram por esse nome por ser bonito e por ser semelhante à Canaã, a terra prometida aos hebreus, cuja história consta no Antigo Testamento da Bíblia.

    Depois do projeto Canarana I, uma série de outros projetos de colonização foi sendo implantado, dando origem ao atual município de Canarana: Projeto Canarana II, Canarana III,  Projeto Garapu I, Garapu II,  Garapu III, Projeto Serra Dourada, Projeto Tanguro I, Tanguro II e Projeto Kuluene. Somaram-se aos projetos diversas fazendas que já tinham sido adquiridas por particulares.

    Além da Coopercol, foi criada a Coopercana (Cooperativa Agropecuária Mista Canarana Ltda), em 05 de julho de 1975, que durante 18 anos atuou na região dando suporte a produção, assistência técnica, comercialização e melhorias na infraestrutura.

    No início, as famílias viveram uma experiência de lavouras comunitárias e de uso comunitário das máquinas agrícolas. Com a vinda do financiamento do Banco do Brasil, cada família passou a ter a sua própria plantação.

    O povoado de Canarana, que desde o início se firmou como núcleo central dos projetos de colonização, foi inaugurado em 1º de maio de 1975.  Canarana tornou-se distrito de Barra do Garças pela Lei Estadual 3.762 de 29 de junho de 1976, abrangendo as áreas dos atuais municípios de Água Boa, Ribeirão Cascalheira e Querência.

    Marino Schaeffer foi o primeiro subprefeito nomeado pelo então prefeito de Barra do Garças, Wilmar Peres de Farias. Em 30 de dezembro de l978 foi constituída a Comissão Pró-Emancipação, tendo como membros: Luiz Cancian, Elói Ernesto Rabuske, Luiz Palma, Guido Afonso Rauber, Mário Mazureck e Nilvo Vicente Colling.

    O plebiscito foi realizado dia 11 de novembro de 1979 e Canarana tornou-se município através da Lei nº 4.165, de 26 de dezembro de 1979. O projeto foi de autoria do deputado Ricardo Corrêa e sancionado pelo governador Frederico Campos. A emancipação do município ocorreu em 15 de fevereiro de 1981, com a nomeação de Luiz Cancian como primeiro dirigente municipal.

    (Monumento da Cuia,situado na Av. Rio Grande do Sul, Centro da cidade)

  • primeiro prefeito eleito foi Francisco de Assis dos Santos e seu vice foi Eugênio Juventino Tonial.  Seu mandato teve início em 01 de fevereiro de 1983 e término em 01 de janeiro de 1989.
  • 1ª Legislatura teve como vereadores: Avelino Simioni, Asildo Ari Weirich, Assis Simon, Jairo Groff, Antônio Bonfim dos Santos, Jandir Pezzini, José Carlos de Souza, Antônio Valadares, Carlos Mazureck e Bertholdo Grubert.

 

  • segundo prefeito eleito de Canarana foi Darci Jesus Romio com o vice Guido Afonso Rauber. Seu mandato  foi de 01 de janeiro de 1989 a 01 de janeiro de 1993.
  •  legislatura teve como vereadores: Naudi Rohr, Madelaine Terezinha Stragliotto, Elídio Corbari, Daniel Saggin, Raimundo Ribeiro da Silva,  Saul Girelli, Juraci Ponsi Fabrício, Ivo Dalpizzol, Antônio Giacomini e Arnildo Franz.

 

  • Luiz Cancian foi o terceiro prefeito eleito com mandato de 1993 a 1997, tendo como vice Walter Lopes Faria.  Neste quadriênio a câmara de vereadores foi assim constituída:  Madelaine Terezinha Stragliotto, Elias Oliveira dos Anjos, Laurindo Schwartz, Gilmar Antônio Kerber, Colmar da Costa e Silva, Odila Bandeira, Raimundo Ribeiro da Silva, Juracy Ponsi Fabrício e Ivani Terezinha de Castro.

 

  • quarto prefeito eleito foi Darci Jesus Romio, tendo como vice Evaldo Osvaldo Diehl.  Seu mandato foi de 1997 a 2000. A câmara  na quarta Legislatura foi assim constituída: Joá Jose Porto dos Santos, Solange Colossi, Sadi Antônio Turra, Madelaine Terezinha Stragliotto, Elias Oliveira dos Anjos, Raimundo Ribeiro da Silva, Manoel José Alves, José Roberto Siqueira Trovo, Elói Hetzel e Gilmar Antonio Fiorentin.

 

  • Evaldo Osvaldo Diehl foi o quinto prefeito eleito de Canarana e seu mandato foi de 01 de janeiro 2001 a 01 de janeiro de 2005. O vice-prefeito foi Sadi Antônio Turra.  A Câmara Municipal de Vereadores ficou assim constituída: Ênio Heinche Hass, Renilton Gomes de Souza, Ismar Grubet, Mauro de Souza Vieira, Joá José Porto dos Santos, Mauro Luiz Mrojinski, Carlito Barbosa Silva,  Traudi Dalice Becker, Solange Colossi e  Beatriz Irber.

 

  • sexto prefeito eleito de Canarana foi Walter Lopes Faria e sua vice era Marilei Bier. Seu mandato foi de 1º de janeiro de 2005 a 1º de janeiro de 2008. A Câmara Municipal contou com os vereadores: Joá José Porto dos Santos, Orlando Francisco Dourado, Márcia Graziela Luft, Pedro Lauri Kuhn, Manoel Jesus de Freitas, Mauro de Souza Vieira, Renilton Gomes de Souza, Paulo José Gonçalves e Ênio Heinche Haas.

 

  • sétimo prefeito eleito de Canarana também foi Walter Lopes Faria e com a mesma vice, Marilei Bier. Seu mandato foi de 1º de janeiro de 2009 a  1º de janeiro de 2012. A Câmara Municipal contou com os vereadores: Joá José Porto dos Santos, Orlando Francisco Dourado, Mauro de Souza Vieira, Paulo José Gonçalves, Airton Braz da Rosa, Gema Favreto Colling, Madelaine Stragliotto, Francisco Cavalcanti e Ênio Heinche Haas.

 

  • O oitavo eleito e atual prefeito é Evaldo Osvaldo Diehl, com o vice Olenir Bernardo Bernardi. Seu mandato vai de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016. Os vereadores desta oitava legislatura são: Francisco Cavalcanti, Paulo José Gonçalves, Ivete Vaniz Romio, Laudemiro Alves Vieira, Márcia Graciela Luft, Gilmar Miranda de Almeida, Ederson Pörsch, Claudir Sonemann Feijó e Renato Locatelli dos Santos.

(Busto em homenagem ao colonizador Norberto Schwantes)

(Vista aérea de Canarana)

PIONEIROS DO PROJETO CANARANA I

1-Dolcídio Diniz,
2-Oswaldo Guedes Chaffes,
3-Victor Dalosto,
4-Dejalmo Henrique de Campos,
5-Valdir Evangelista Schmitt Zeni,
6-Pedro Dalosto,
7-Iguariaçá Jorge Dalosto,
8-Silvano Schaeffer,
9-Marino Schaeffer,
10-Miguel Beckmann,
11-Érico Woiciekowski,
12-Ladislau Krolikowski,
13-Josefa Rogoski,
14-Roque José Schaeffer,
15-Olívio Gnadt,
16-Onório Gnadt,
17-Anatólio Kehl,
18-Albrecht Papko,
19-Arlindo Mayer,
20-Augusto Dunck,
21-Bertholdo Grubert,
22-Nathaniel Hiller Wisch,
23-Jacó Mühlbeier,
24-Valdomiro Mühlbeier,
25-Querino Nicaretta,
26-Ettero Nicaretta,
27-Otto Fleck,
28-Arno Nicaretta,
29-Balduino João Tirloni,
30-Almeri João Tirloni,
31-Jandir Pezzini,
32-Juventino Pezzini,
33-Tarcísio Schneider,
34-Ângelo Lucídio de Faveri,
35-Edison Fleck,
36-Antônio  Henrique Londero,
37-Hélio  André Schaeffer,
38-Guilherme Afonso Hanauer,
39-Edmundo Alves de Oliveira
40-Eliseo GuerinoLondero,
41-Pedro Henrique Simon,
42-José  Simon,
43-Amandio Micolino,
44-Idaí Zatti,
45-Alberto Eberhardt,
46-Augusto Alexandre Frigo,
47-Ceniro Antônio Franceschett,
48-Dirceu Franceschett,
49-Artêmio José Kunz,
50-Nelson Schlemmer,
51-Laurindo Southier,
52-Nelson José Pfeiffer,
53-Willy Leonardo Röpke,
54-Arno Röpke,
55-Valdir Hédio Röpke,
56-Alfredo Arnaldo Röpke,
57-Antônio Guerra,
58-Walter Kalkmann,
59-Reserva,
60-Eberhardt Giessmann,
61-Alvício Winck,
62-Adílio José Winck,
63-Ademar José Parzianello,
64-Siegfried Roewer,
65-Francisco Del`Losbel,
66-Oreste Berté,
67-Remi Antônio Manini,
68-Vilmar Tirloni,
69-Siegfried Bruno Geib,
70-Oldimir Darcio Röpke,
71-Gentil Dalmolin,
72-Francisco Romano Urban,
73-Osvino Anselmo Vargas,
74-Sylvino Broetto,
75-Almiro Otávio Bier,
76-Rudewalde Osvino Bier,
77-Vercidino Cecatto,
78-Olívio Scapini,
79-Elmo Garcia Feijó,
80-Luiz Antônio Pfeiffer,
81-Edemar Kurt Ziech.
  • Fonte das informações: Domingos Finato

 

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