Com apenas seis, sete policiais, cidade rica de MT é ‘invadida’ por bandidos

Promotoria diz que Governo tem “fugido” de suas obrigações e população critica

Cidade tem poucos policiais, que se revezam em três turnos: convite aos bandidos | Foto: Arquivo

O município de Campo Verde, a 13º quilômetros de Cuiabá, tem no agronegócio a base de sua economia, com destaque para a produção de algodão em pluma, soja, milho, frango de corte, ovos comerciais, ovinos, suínos, gado de corte e de leite. Com 66 mil hectares de algodão de primeira e segunda safra cultivados na safra 2012/2013, o município é considerado a “Capital Nacional do Algodão”. O IDH do município é de 0.835 e a renda per capita de R$ 40 768,46. O PIB é de R$ 1,1 bilhão.

É riqueza que não acaba mais. Isso só seria o suficiente para ser considerada uma das melhores cidades para se viver no Estado, quiça, no Brasil. Afinal, até o clima é bom. Mas, não é isso que acontece. Entre os 35 mil habitantes da cidade, o clima é de medo e terror – como em boa parte do Estado. E nem seria diferente. O efetivo policial conta com 18, 20, 22 policiais se revezando em três turnos de trabalho.

“Acabam ficando apenas seis ou sete policiais nas ruas” 
–   vereador José Humberto dos Santos, presidente da Câmara Municipal.

 

Dado com esse é um convite a marginalidade. E é o que tem acontecido. Sabedores da deficiência numérico da segurança para proteger os cidadãos, os bandidos das outras cidades estão invadindo Campo Verde, segundo o vereador. Pior: o número de policiais militares tem se reduzido drasticamente. “Nossa população é refém dentro de suas próprias residências” – diz o vereador, durante audiência pública, que reuniu autoridades da Segurança Pública no Estado.

Nos últimos dois dias, cinco assaltos foram registrados em Campo Verde, dois a residências e três contra estabelecimentos comerciais. A Polícia Militar conseguiu apreender dois menores suspeitos de um dos assaltos, que foi identificado com a ajuda das imagens de câmeras de segurança.

No clima de insatisfação, sobrou para o Governo. Presente na audência, o empresário Marcos Medina apontou diversas situações que comprovavam o que classificou de “inércia” do Governo do Estado no município, quando se trata de Segurança Pública. “Ninguém aguenta mais debate. Queremos sair daqui com soluções” – desabafou, em meio as justificativas das autoridades estaduais escaladas para representar o Governo.

O promotor cível de Campo Verde, Marcelo dos Santos Alves Corrêa, lembrou que o Governo tem “fugido” de suas obrigações. “Em dezembro de 2012 a Justiça determinou o envio de 39 policiais militares, e mais 10 policiais civis para Campo Verde. E o que fez o Governo do Estado? Recorreu, para não atender ao município. Nem um acordo, para enviar menos policiais, quiseram fazer”, ressaltou.

Debater tem sido uma tática do Governo para esconder suas deficiências e inoperância. Ao final da reunião, o resultado efetivo, pouco se viu. Após muita insistência, o comandante da Polícia Militar, coronel Nerci Adriano Denardi se comprometeu a enviar uma viatura da Ronda Ostensiva Tática Móvel ao Município, pelo menos uma vez por semana. O mesmo deve ocorrer, com menos freqüência, com uma viatura do GOE (Grupo de Operações Especiais), da Polícia Civil.

O coronel Denardi ainda se comprometeu a tentar viabilizar um convênio com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), para que o Gefron (Grupo Especial de Segurança de Fronteira) ocupe o posto desativado da PRF, na BR-070, em Campo Verde. 24 Horas News

 

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