Com extensão de 1.065 km, trilhos custarão R$ 6 bilhões

Proposta é que trilhos estejam prontos em quatro anos, levando-se em consideração entraves ambientais

A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste deverá ficar pronta nos próximos quatro anos. A projeção é do secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes (Selit), Francisco Vuolo, baseada em estudo de viabilidade técnica que apresentou três possibilidades de trajeto durante reunião na última sexta-feira (10), na Capital.

Cortando 1.065 km de Mato Grosso – com início em Cocalinho (923 km a Leste de Cuiabá) e final em Lucas do Rio Verde (354 km a Oeste) – o projeto número um é avaliado em R$ 6,6 bilhões – e por seu preço e viabilidade de trajeto pode ser o aprovado. O custo por quilômetro é orçado em R$ 6 milhões.

No projeto ainda constam 49 pontes, 26 viadutos, 35 pátios de manobra e cruzamento e 366 curvas.

Segundo Vuolo, não há grandes diferenciações entre as três possibilidades, o que muda, além do preço, são trechos que englobam áreas de preservação ambiental e prazo para a construção.

“Apesar de não serem muito diferentes, cada possibilidade afeta diretamente os itens citados. Assim, na reunião elencamos a número um com a mais viável”, explicou Vuolo.

No trajeto um, os trilhos passarão por nove cidades: Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Nova Ubiratã, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

Do lado de Goiás, que é onde a Fico se inicia, os trilhos passarão por seis municípios: Campinorte (origem no cruzamento da Ferrovia Norte Sul), Alto Horizonte, Nova Iguaçu de Goiás, Campos Verdes, Santa Terezinha de Goiás e Crixás.

Competitividade

Para Vuolo, a chegada dos trilhos da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste representará a competitividade definitiva de Mato Grosso no cenário nacional.

“Essa competitividade vai ficar ainda mais representada na região do Alto Araguaia, que já se consolida como um novo cenário em torno da produção, não só de grãos como de gado e também de minério, que começa a ganhar impulso. Com certeza a Fico será a garantia da consolidação de outro corredor da economia mato-grossense”, disse.

O secretário reforçou que o prazo de quatro anos para conclusão dos 1.065 km é levando em consideração entraves ambientais e burocráticos.

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