“Com liminar ou sem liminar a greve continua” diz presidente do SINTEP de Canarana

Na tarde desta quinta-feira, o presidente da sub-sede do SINTEP de Canarana Paulo Roberto Guimarães, declarou em entrevista a rádio Vida Nova FM que tomou conhecimento de uma liminar impetrada pelo executivo municipal que determina o retorno imediato da categoria as suas funções, através de informação divulgada pela imprensa local.

Ouça um trecho da entrevista cedida ao repórter Domingos Finato aqui.

ENTENDA A GREVE

A greve na rede municipal de ensino de Canarana, já dura quase um mês e o Executivo Municipal ainda não apresentou proposta aos profissionais da educação. Semana passada, a categoria intensificou a realização de atos públicos pela cidade e, desde a última quinta-feira(14.07), faz vigília em frente ao prédio da prefeitura. A paralisação teve início no dia 24 de junho, após tentativas frustradas de negociação com o prefeito.

Também na quinta-feira os trabalhadores da educação fizeram uma carreata nas principais ruas do município a fim de esclarecer a população sobre as reivindicações. “No dia 17 completaram-se 30 dias desde a última reunião com o prefeito e não obtivemos mais avanços”, explicou o presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) em Canarana, Paulo Roberto Guimarães.

O piso salarial de R$ 1.187,00 (com recomposição a partir de 2009) e a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) estão entre as reivindicações da categoria. Atualmente, o piso no município é de R$ 783,00 para magistério, mas os coeficientes das tabelas também estão defasados. Na semana passada, a diretora do polo regional Leste II do Sintep/MT, Ana Lúcia Antônia da Silva, e o secretário de Redes Municipais, Alex Ferreira da Cruz, abordaram os assuntos num seminário.

Na oportunidade, os sindicalistas também se reuniram com os vereadores e representantes da Secretaria Municipal de Educação. De acordo com a diretora regional, a sinalização era de encaminhamento de uma proposta esta semana. “Mas, até agora, a categoria não recebeu qualquer documento e não retorna às atividades até o atendimento das reivindicações”, salientou Ana Lúcia.

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