Com mais de 200 mortes, Aids em MT assusta; três cidades no “ranking das 100”

Mato Grosso tem três municípios que se encontram entre os 100 do Brasil com maiores índices de contaminação pelo HIV, trazendo desta forma o estado para a sétima colocação no ranking brasileiro de pacientes com AIDS.  Nos últimos 20 anos, foram registrados mais de 9 mil casos de soro positivo em todo Estado.

De janeiro a agosto do ano passado, ao menos 420 novos casos já haviam sido notificados. Rondonópolis Cuiabá e Tangará da Serra, nesta ordem, segundo o Ministério da Saúde, são os municípios com o maior número de pessoas portadoras do vírus no estado.

Para cada 100 mil habitantes, Rondonópolis tinha 36 infectadas em 1997 e, em 2009, esse número subiu para 50, enquanto na capital passou de 38 para 46 nesse mesmo período. Já em Tangará da Serra o crescimento foi mais significativo. Há 12 anos, eram apenas 4 quatro pacientes por cada 100 mil moradores e encerrou 2009 com 32.

Em Tangará da Serra, um dos grandes problemas enfrentados é a falta de uma política pública eficiente que fez de Tangará da Serra um exemplo de como é possível aumentar o número de doentes de HIV (Aids) em poucos anos.

Em governos anteriores, Tangará da Serra registrava em média 4,5 casos da doença por ano. A partir do primeiro ano do atual governo (do prefeito Júlio César Davoli Ladeia), os números começaram a aumentar. Somente nos últimos quatro anos, foram 11,25 casos por ano. Um aumento de 150%. Esses números são oficiais e estão dispostos no site do Ministério da Saúde.

Dados governamentais apontam que 209 jovens entre 15 e 24 anos morreram por causa da Aids  em Mato Grosso nessas duas décadas. A ascensão da doença nesta faixa etária preocupa, pois são pessoas mais suscetíveis ao relacionamento com vários parceiros e ao consequente risco da contaminação.  Esse número é alimentado pelas pesquisas que apontam que 39% dos jovens deixam de usar camisinha na primeira relação sexual.

De acordo com apenas 31% dos entrevistados, não houve uso do preservativo em todas as relações sexuais dos últimos 12 meses feitas com parceiro fixo. “Os dados mostram que eles se expõem mais e têm mais parceiros ocasionais”, analisa Marlene Plaster, coordenadora de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais.

A Aids é  uma doença que enfraquece o sistema imunológico, abrindo caminho para outras infecções que acabam sendo fatais. A Aids é causada pelo vírus HIV. Uma pessoa pode carregar o vírus por diversos anos sem que a Aids se manifeste. Ou seja, alguém aparentemente saudável pode estar contaminado e apto a transmitir a doença.

Eder Bevilaqua
de Barra do Bugres e Redação 24 Horas News

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