Coordenador da Polícia Comunitária garante que sem a comunidade a criminalidade não será controlada=

Escrito por Redação O Pioneiro | 

CANARANA – O Conseg (Conselho Municipal de Segurança), juntamente com a Polícia Militar e a Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária, realizaram uma palestra em Canarana enfocando o trabalho da Polícia Comunitária. Participaram a comunidade em geral, principalmente estudantes. Palestrou na noite o coordenador da Polícia Comunitária do Estado – Gilberto Lara.

Gilberto Lara explicou que sem a ajuda da comunidade o Estado não consegue combater a criminalidade. Mostrou exemplos bem sucedidos implantados pelo Conseg na capital e outras cidades do Mato Grosso. Explicou que a polícia tinha a metodologia de secar a água, mas que é preciso fechar a torneira. Isso só acontece com a participação de toda comunidade através do Conseg, que faz uma análise da situação e trabalha em cima de projetos preventivos. “Cada um tem ideias, cada um tem a sua dinâmica, cada um vai formular o seu ponto… É através dessa opinião que a gente vai chegar a solução”,  disse.
Gilberto Lara falou que o conceito de policial que não tem relacionamento com a comunidade acabou, o que ele chama de “policial do tempo das cavernas”, aquele que somente se preocupava com o criminoso e não se relacionava com as pessoas. “A polícia agora precisa interagir com a população, perguntar como que está, dar um bom dia”, acrescentou. Em sua opinião, conversando se resolve tudo. “É esse o modelo de polícia comunitária. A polícia e a comunidade trabalhando juntos se resolvem todos os proble-mas de segurança da comunidade”, colocou.
No bairro Pedregal, em Cuiabá, o tráfico e o consumo de drogas emperrou por 30 anos. Numa ação conjunta do Conseg com a polícia, foi mapeado os locais mais problemáticos, realizado o estouro das bocas de fumo e a internação dos dependentes. Hoje a realidade mudou e a paz reina no local. Gilberto Lara também trouxe exemplos de outras cidades em que o problema era no trânsito, na prostituição infantil, na delinqüência de menores, entre outros desafios de segurança pública.
O coordenador parabenizou alguns trabalhos que ele conheceu e são realizados em Canarana, como a escolinha de futebol da EPAC e a Praça do Avião, locais onde se pratica esporte e lazer, tirando os jovens das ruas e consecutivamente das drogas e da delinqüência. Ele também parabenizou a participação da população na palestra, o que não foi verificado em outras cidades por onde passou.
Em Canarana através do Tenente Nunes – Comandante da Polícia Militar, e o vereador Jocasta – presidente do Conseg, já vem sendo feitas algumas ações preventivas. Várias palestras educativas têm sido realizadas em escolas, onde estava ocorrendo venda de drogas. A Guarda Mirim de Trânsito foi aprovada e deve iniciar os trabalhos com 50 adolescentes a partir do início do ano que vem. Após o treinamento eles devem orientar a comunidade a como proceder no trânsito, devido ao grande número de acidentes registrados na Cidade.
Bares funcionando como local de venda de drogas, como ponto de prostituição, com som alto e sem alvará até altas horas, bem como a grande quantidade de menores delinqüentes praticando furtos e roubos, são duas problemáticas que precisam ser trabalhadas em nossa Cidade. Por várias vezes já se reuniu para discutir a questão dos bares, mas a solução não é fácil. Uma audiência pública deve dar maiores parâmetros para as medidas a serem tomadas. Com relação aos menores infratores, a lei é branda e não pune. A internação quando se consegue uma vaga não recupera. A solução poderia estar em trabalhar na base, identificando casos de risco desde cedo e encaminhando os mesmos para acompanhamento.
Canarana enfrenta um grave problema de falta de contingente policial e de viaturas. O município tem 20 mil habitantes e apenas 12 policiais militares. Mesmo com a efetivação de vários policiais aprovados em concurso, nenhum deles veio para Canarana, que pelo contrário, perdeu muitos soldados nos últimos anos. O Município já chegou a ter um efetivo de 20 militares alguns anos atrás quando a população era inferior a atual. Ou seja, o estado não está fazendo sua parte. (DR).

Responder

comment-avatar

*

*