Deficiente visual é o primeiro a praticar Taekwondo em MT – Indígena de Canarana é único faixa preta do Estado

O advogado José Nlson Constantino Zugair, de 42 anos, é o único atleta de taekwondo com deficiência visual de Mato Grosso.

Ele inclusive fez uma luta especial neste final de semana em Cuiabá, durante a II Etapa do Mato-grossense de taekwondo, sob os olhos atentos do grão mestre grão mestre Kwang Soo Shin, 9º Dan, introdutor desta arte marcial no Brasil.
José Nilson conta que conheceu o taekwondo por meio do seu enteado Álvaro Elias Oliveira Lima. “Ele foi assistir a uma aula e me levou junto à academia, onde o mestre Hélio me convidou para treinar, eu aceitei e me adaptei muito bem ao esporte”, relata, observando que já havia praticado natação e judô, mas que foi no taekwondo que se sentiu mais à vontade. “Inclusive a autoestima dele melhorou muito”, acrescenta a esposa Maria de Lurdes Pinto de Oliveira, outra grande incentivadora.
Mestre Hélio Ribeiro, presidente da Federação Mato-grossense de Taekwondo, e proprietário da academia Shin, onde José Nilson treina, reconhece o esforço do atleta e inclusive já vem conversando com federações de outros estados para localizar atletas com necessidades especiais para se socializarem com o advogado. 
“Pra mim é uma novidade e uma nova experiência”, comenta o treinador de José Nilson, Douglas Barreto, que vem aplicando exercícios para o fortalecimento de grupos musculares específicos do aluno que possam o ajudar na coordenação motora e facilitar os movimentos exigidos pela arte marcial.
Durante a exibição no Palácio das Artes, José Nilson e seu adversário usaram guizos. É o ruído produzido pelo objeto que facilita o desempenho do deficiente visual. “Eu ouço o barulho e me guio por ele para aplicar os movimentos”, explica o advogado, feliz com a receptividade dentro taekwondo. “Hoje sou parte integrante dessa família”, diz o advogado, que perdeu a visão aos 22 anos e, apesar da dificuldade no dia a dia, está sempre esboçando sorrisos e inclusive pronto para enfrentar adversários no tatame.
Indígena é o único faixa preta
Outra curiosidade durante a II Etapa do Mato-grossense de Taekwondo foi a presença do único indígena faixa preta do Estado. Areuni Kaiabi Suiá, 29 anos, mora em Canarana. Ele treina desde os 12 anos e conta que na sua cidade tem vários atletas indígenas, dentre eles seu irmão e sobrinhos.
Sandra Carvalho – Da Editoria circuitomt

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