Delegado:’indícios apontam que jovem está viva’

O caso da adolescente Maiana Mariano, 16 anos, que sumiu no dia 21 de dezembro já completou quatro meses e as investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que ainda trabalha com a possibilidade da garota estar viva. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Silas caldeira, a procura pela jovem ainda não acabou porque a polícia continua a encontrar pistas que confirmam esta hipótese.

Sem entrar em detalhes, por conta do sigilo judicial imposto neste caso, Silas limitou-se a dizer que as investigações têm avançado, por isso ainda não houve o pedido de arquivamento do caso.

“Só pedimos o arquivamento quando as investigações não avançam e temos tido confirmações de que Maiana está viva”, afirmou.

O paradeiro da garota virou uma incógnita para a polícia, que ainda não tem informações sobre o que teria motivado seu sumiço. Em duas linhas de investigação, as possibilidades são de que Maiana teria forjado seu sumiço, já que teria um amante ou ainda que alguém a sequestrou.

Nem as imagens nas proximidades da agência bancária onde a garota esteve pela última vez, tampouco a quebra do sigilo telefônico da adolescente contribuíram para compor o inquérito.

Silas Caldeira, disse que nenhuma ligação efetuada ou recebida pelo celular da garota no dia do seu desaparecimento deram indícios do que pode ter ocorrido ou quais as motivações para o sumiço.

“Depois das 15h do dia 21 de dezembro o celular dela foi desligado e nenhuma ligação antes disso contribui para as investigações”, disse o delegado sobre a quebra do sigilo de Maiana e mais três pessoas ligadas a menina, mas não informada por Silas.

Dentre tantas pistas desencontradas, apenas duas informações foram confirmadas sobre pessoas que viram a adolescente no dia de seu sumiço. As imagens do banco onde a garota esteve e da Ponte de Ferro, onde ela teria passado, foram descartadas, por não haver nenhuma pista que norteie as investigações.

O que há de confirmado até o momento é a compra de uma fantasia de “Mamãe Noel” que Maiana fez antes de ir ao banco, no mesmo dia do seu sumiço, num Sex Shop no Bairro CPA.

De acordo com a proprietária do estabelecimento, Maiana entrou sem o capacete da moto e disse a seguinte frase: “meu marido está me esperando lá fora”, homem esse não reconhecido como o namorado da adolescente, o empresário Rogério Amorim, 38, como já foi confirmado pela polícia. A adolescente também teria ligado para outro sex shop, dois dias antes de seu sumiço.

O trajeto que Maiana teria feito no dia 21 se resume a compra da fantasia e a ida ao banco, feitas com sua motocicleta modelo Biz, cor rosa. Após ser vista nestes dois lugares, não se teve mais notícias da adolescente.

Relembre

Maiana que mantinha um relacionamento com o empresário Rogério Silva Amorim, 38, sumiu após trocar um cheque de R$ 500 reais numa agência bancária no Bairro CPA. Segundo depoimentos, a adolescente estaria ficando muito sozinha e reclamava de solidão, mesmo morando com o namorado há quatro meses.

Rogério, que conheceu Maiana há mais de um ano quando era casado, ainda mantinha relação com a ex-esposa Calisângela Moraes, 36, com quem tem dois filhos, um deles mais velho que sua namorada, com 18 anos. A ex-esposa chegou a discutir com a jovem logo quando soube da traição, mas afirma não ter tido mais contato com a adolescente.

Calisângela é apontada pela mãe da garota, Sueli Cícero Mariano como a principal suspeita pelo desaparecimento de Maiana. Sueli acredita que sua filha esteja presa em algum lugar a mando da ex-esposa.

Gabriela Sant’Ana

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