Denúncia: ‘‘Investigadores da policia judiciária civil de Querência, pagam até alimentação dos preso’’

Caus na segurança publica de MT

De acordo com a reportagem realizada pela equipe da rádio lider FM, a situação não anda muito boa na delegacia de policia judiciária civil de Querência a 927 km de Cuiabá Região Nordeste do estado. As informações apuradas são de que o Estado não esta cumprindo com o seu dever de apoiar a policia judiciária civil de Querência. Uma vez que o efetivo policial é extremamente reduzido, contando apenas com dois investigadores. A delegacia local não tem condições para cumprimento de pena ou prisões preventivas e por não ter uma unidade prisional em nossa região para recebimento de presos, os investigadores de policia realizam uma função para qual eles não foram treinados e nem qualificados, que é a de agentes prisionais, e com isso a população perde dois investigadores, que passam a ficar de guarda dos presos, pois o judiciário não tem para onde mandar os presos. A responsabilidade da policia civil com o preso é de 24 horas, mas devido a essa falta de unidade prisional e a lentidão dos encaminhamentos ,os detentos ficam até mais de 30 dias aguardando a transferência. E a situação fica ainda pior, pois a delegacia não oferece nenhum tipo de alojamento seguro, alem disso o Estado não manda verba de alimentação, sendo assim, os investigadores e o comercio local fazem um trabalho que seria do Estado, dando assistência em alimentação com doações, para arcar com a alimentação dos presos que ali estão.

Procurada pela reportagem da rádio líder FM, a delegada Drª. Karla Cristina Peixoto Ferraz confirma as denuncias e reitera que alem das informações apuradas serem verídicas, os próprios investigadores ficam frustrados com esta situação, por não estarem execercendo suas respectivas funções, deixando assim um acumulo de inquéritos policiais e correndo riscos inerentes com a custódia desses presos na delegacia. Com base nestas informações esperamos que o Estado tome um posicionamento para solucionar o problema.

Por Kiko Pinheiro e Carpegianei Mendes

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