Deputado e ex-secretário presos em MT são levados para Brasília

Deputado José Riva e Éder Moraes foram presos nesta terça em Cuiabá.
Operação apura esquema de lavagem de dinheiro por meio de factorings.

Deputado Riva, de camisa clara, sendo levado da PF para o aeroporto. (Foto: Carolina Holland/G1)

O deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e o ex-secretário de estado Éder Moares, presos durante a Operação Ararath, deixaram a sede da Polícia Federal, em Cuiabá, na tarde desta terça-feira (20) e seguem para Brasília, onde vão prestar depoimento. Eles foram encaminhados pelos agentes federais para o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana da capital.

Éder Moraes já atuou como secretário-chefe da Casa Civil, secretário da Fazenda, presidente da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (MT Fomento) e da Agecopa, antiga Agência de Execução de Projetos da Copa. Atualmente ele atua como apresentador de um programa de televisão e teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.

Ao deixar a Superintendência da PF dentro de um veículo policial, Moraes chegou a acenar para os jornalistas e curiosos que estavam no local. Um rojão chegou a ser disparado nas imediações no momento exato da saída do comboio da PF pela Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

Já o deputado estadual José Riva preferiu esconder o rosto com as mãos no momento em que o carro saiu da garagem da Superintendência da PF sob escolta.

O advogado Valber Mello deixou o prédio da PF logo após a saída de Riva e Éder. Ele informou à reportagem que esteve na Superintendência para acompanhar o depoimento do governador Silval Barbosa – que também chegou a ser conduzido. Entretanto, acabou permanecendo para acompanhar depoimentos como o do deputado Riva.

Apesar disso, ele não revelou detalhes, disse não estar certo a respeito da transferência dos presos para o Distrito Federal e alegou que ainda não teve acesso aos autos do processo, os quais estão sob segredo de Justiça decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes de Riva e Éder, quem deixou o prédio da PF foi o governador Silval Barbosa (PMDB), que acabou sendo conduzido por porte ilegal de arma de fogo depois que agentes encontraram uma pistola com registro vencido em sua casa, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão pela operação Ararath, ainda pela manhã.

A PF ainda não se pronunciou oficialmente a respeito da operação desta terça-feira. Ainda durante a tarde, no entanto, o juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jefferson Schneider, confirmou que encaminhou decisões judiciais referentes à Ararath – que possui pelo menos cinco fases – ao Supremo, o qual, por sua vez, decretou mandados de busca e apreensão e ainda prisões cautelares. G1.MT

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