Deputado quer mesa redonda em Alto Boa Vista para discutir situação dos ex-produtores da Suiá Missú

Foi aprovado nesta quarta-feira, 11, Requerimento de autoria do Deputado Nilson Leitão (PSDB/MT) que requer a realização de Mesa Redonda, em Alto Boa Vista, para debater a situação das famílias da Gleba Suiá Missú no estado de Mato Grosso.

As referidas famílias foram desalojadas de suas residências durante a ocasião da demarcação da reserva indígena Xavante. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) decretou a liberação da área que, de acordo o órgão, trata-se de uma localidade de característica indígena.

A FUNAI tem aumentando, de forma desregrada, os estudos para demarcação de terras indígenas, sejam por pressões de organizações não governamentais ou grupos econômicos. Segundo Leitão não existe um estudo específico que justifique o trabalho de demarcação das propriedades, os laudos produzidos são insuficientes para comprovar que as terras são de fato propriedades indígenas. Além disso, os índios e produtores convivem em paz nas localidades, o que não justifica o despejo.

O deputado defende que os trabalhos sejam suspensos para que seja possível debater o assunto junto aos envolvidos e encontrar uma solução para que as famílias não fiquem desalojadas.

“O fato é que não podemos mais admitir que inúmeras famílias permaneçam em um clima de total insegurança por ter suas propriedades ameaçadas. As demarcações são irresponsáveis pois geram insegurança jurídica aos produtores e proporcionam um clima de tensão nas regiões afetadas. Essa situação já pode ser considerada uma efetiva guerra civil no campo”, expõe.

Na ocasião da demarcação na reserva Xavante, em dezembro do ano passado, mais de 270 famílias de agricultores foram expulsas. Atualmente eles se encontram em situação de total abandono, vivendo de forma desumana e degradante. Desde o despejo, estas famílias estão alojadas em locais insalubres e ate mesmo às margens da BR-158 sem nenhum auxílio do governo federal, que promoveu a desocupação da área.

“Não podemos admitir que 7 mil pessoas continuem desalojadas. O mínimo que se espera do governo federal é a elaboração de um plano de assentamento para acomodar as inúmeras famílias que perderam suas propriedades, de onde tiravam seu sustento, e assim recuperarem a dignidade perdida”, defende o deputado Nilson Leitão.

 

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