Desembargador mantém prisão de homem flagrado com R$ 3,2 milhões

Homem foi preso no dia 5 ao tentar esconder dinheiro em Canarana (MT).
José ainda teria oferecido R$ 500 mil a policiais e a delegado para ser solto.

Dinheiro estava dividido em três sacos plásticos embaixo de materiais na carroceria (Foto: Assessoria/Polícia Civil-MT)

José Silvan de Melo, de 41 anos, preso desde o dia 5 após ser flagrado com R$ 3,2 milhões, teve pedido de habeas corpus indeferido nesta segunda-feira (13) pelo desembargador Rondon Bassil Dower Filho, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Silvan foi preso ao tentar esconder o dinheiro na carroceria de uma caminhonete, em Canarana, a 833 km de Cuiabá. Ele era investigado pela Polícia Civil por tráfico internacional de drogas.

De acordo com o advogado do suspeito, Marco Antônio Dias Filho, o desembargador requisitou informações ao juiz de Canarana a respeito de José e indeferiu o pedido de substituir a prisão preventiva por uma medida cautelar alternativa. A defesa alega que o dinheiro encontrado com José é proveniente de vendas de gado na região. Ao ser detido José teria oferecido R$ 500 mil aos investigadores e ao delegado da cidade para poder ser liberado.

“Estamos confiantes que no [julgamento do] mérito a Justiça acatará nossos argumentos possibilitando que o investigado responsa o processo em liberdade”, disse ao G1. José está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) e responde pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Na sexta-feira (10) o investigado teve outro pedido de liberdade negado pelo juiz Alexandre Meinberg Ceroy, da Segunda Vara Criminal de Canarana. No pedido indeferido desta segunda-feira, o desembargador salientou que existem requisitos necessários para manter a prisão preventiva,

Homem preso com R$ 3,2 milhões teve pedido de liberdade negado (Foto: Reprodução/TVCA)Homem preso com R$ 3,2 milhões teve pedido de
liberdade negado (Foto: Reprodução/TVCA)

“Verifico que há presença de indícios suficientes de autoria e prova da existência dos crimes, visto que, o paciente fora flagrado na posse de considerável quantidade de dinheiro em espécie, sem ter justificado a sua origem, tendo inclusive, após a sua prisão, oferecido a quantia de R$ 500 mil para que os agentes policias elidissem a sua prisão em flagrante, além disso, encontra-se filmado o oferecimento de vantagem para a omissão de ato de ofício dos agentes policiais”, pontuou Dower na decisão.

Dinheiro
O Governo de Mato Grosso anunciou na semana passada que os R$ 3,2 milhões apreendidos serão repassados para a área da segurança pública. O pedido sobre a destinação do valor apreendido foi feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) e aceito pela Justiça. O governador Pedro Taques, ressaltou que o dinheiro será depositado na Fonte 100 do orçamento federal e destinado integralmente para o combate ao crime organizado. G1.MT

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