Desemprego sobe 31% em Mato Grosso

Cerca de 93 mil mato-grossenses não tinham emprego no 1º trimestre deste ano, 31% a mais que o registrado em iguais meses de 2014, quando o universo de pessoas desocupadas era de 71 mil. Dividindo o número de pessoas ocupadas pelo de desocupadas, a chamada “taxa de desocupação” também subiu, de 4,4% (1º tri/14) para 5,7% (1º tri/15).

O percentual cresceu, mas ainda é inferior à média nacional, de 7,9% no 1º trimestre de 2015. Estes são os primeiros indicadores de rendimento e do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada por unidades da federação. A pesquisa foi apresentada nesta quinta-feira (7) na sede do IBGE em Cuiabá.

A chefe da Unidade Estadual do instituto, Milane Chaves, explica que a pesquisa permite fazer o estudo do desenvolvimento socioeconômico do Estado. “Nosso papel como órgão é coletar os dados, explicá-los e disponibilizá-los para que as análises sejam feitas”, pontua ressaltando que a divulgação da pesquisa é um projeto desenvolvido há mais de 10 anos. O próximo projeto em planejamento é a expansão da taxa de inflação, trazendo indicadores dos estados.

A Pnad Contínua começou a ser divulgada em janeiro de 2014, primeiramente com dados para Brasil e grandes regiões. De acordo com a representante do IBGE, a Pnad Contínua vai substituir as atuais Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Anual). Seis indicadores passam a ser divulgados trimestralmente: taxa de desocupação, nível da ocupação, população ocupada, população desocupada, empregados com carteira assinada no setor privado e rendimento médio real de todos os trabalhos.

O banco de dados traz informações do 1º trimestre de 2012 ao 1º trimestre de 2015. Mensalmente são feitas 1,846 mil (número médio) entrevistas domiciliares em 93 dos 141 municípios do Estado. A coleta é realizada por cerca de 50 entrevistadores. A Pnad anual, que está sendo substituída, visita cerca de 3,145 mil domicílios no ano em Mato Grosso, em 31 cidades. A pesquisa apresenta ainda informações sobre a inserção da população no mercado de trabalho, demonstrando características como idade, sexo e nível de instrução.

Carteira assinada

No 1º trimestre deste ano, em Mato Grosso, 80,2% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, um aumento em relação ao 4º trimestre de 2014, que foi de 78,9%, e em relação ao 1º trimestre de 2014, que apresentou uma taxa de 75,9%. IBGE

Responder

comment-avatar

*

*