Dilma é vaiada por grevistas durante lançamento da colheita em MT

Presidente foi vaiada após discurso em Lucas do Rio Verde nesta terça.
Em coro, servidores dos Correios gritaram frases de protesto.

Após discurso, a presidente Dilma Roussef foi vaiada nesta terça-feira (11) por servidores dos Correios durante cerimônia de lançamento da colheita da safra de soja, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. Em greve há quase duas semanas, os servidores se manifestaram contra a terceirização do plano de saúde da categoria. Cerca de 30 funcionários participaram do protesto.

Em coro, eles gritaram frases de protesto, como ‘Não, não, não, nossa saúde não’ e ‘Ei Dilma, para de correr’, numa alusão à falta de diálogo do governo federal com os trabalhadores dos Correios. Além da contrariedade em relação ao plano de saúde, a categoria revindica o pagamento dos passivos do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) relativos ao ano de 1995, bem como investimentos na segurança das agências.

A presidente não se manifestou sobre as vaias, que aos poucos foram ‘abafadas’ pelos gritos de apoio à presidente de políticos e outras pessoas que acompanhavam o evento, realizado na Fundação Rio Verde na manhã de hoje. Em seguida, Dilma deixou o espaço.

Além dos grevistas, moradores do Distrito de Boa Esperança, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, também protestaram. Eles cobram a emancipação político-administrativa do distrito e pedem que Dilma não vete o projeto de lei que trata da questão para que Boa Esperança venha a se tornar município.

Dilma chegou em Lucas do Rio Verde de helicóptero na companhia de aproximadamente 20 seguranças. Primeiro, ela desembarcou no aeroporto de Sinop, a 503 km da capital, e depois seguiu para Lucas do Rio Verde. Numa lavoura de soja nas proximidades do local da cerimônia, ela dirigiu uma plantadeira e uma colheitadeira. Ela estava acompanhada de vários políticos da região, entre eles o senador Blairo Maggi (PR) e

A assessoria dos Correios alega que está cumprindo o que foi definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2013, onde todos os benefícios seriam mantidos, incluindo dependentes cadastrados, porcentagem de compartilhamento, não cobrança de mensalidade ou tarifas, rede credenciada e cobertura de procedimentos entre outros. G1.MT

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