Dívida de MT com obras da Copa deve ser quitada somente em 2040

Em 2014, estado já deve pagar R$ 6 milhões ao governo federal.
Alguns empréstimos devem ser quitados em até 30 anos.

Os empréstimos contraídos para a execução de projetos visando a Copa de 2014 em Cuiabá devem ser quitados até 2040. O governador do estado, Silval Barbosa, disse que alguns empréstimos foram parcelados pelo período de 30 anos, porém, enfatizou que, com o equilíbrio fiscal e financeiro de Mato Grosso, os próximos gestores não vão enfrentar dificuldades para fazer novas dívidas junto ao governo federal com o intuito de investir em outras áreas, caso seja necessário. Alguns encerram antes desse prazo, a partir de 2023.

Segundo Silval, as dívidas com a União têm comprometido menos o orçamento do estado a cada ano. “Em 2011, pagamos R$ 1,150 bilhão em dívidas e, em 2012, R$ 1,1 bilhão, e em 2013, R$ 900 milhões. Em 2014, por conta dos empréstimos nos devemos pagar R$ 6 bilhões, mas com um orçamento de R$ 14 bilhões. Com menos da metade do orçamento paga-se totalmente a dívida”, explicou, em entrevista ao jornal Bom dia MT, da TV Centro América.

Ele exemplificou que, em 2002, o orçamento era de R$ 2 bilhões e a dívida era de R$ 6 bilhões. Disse que sempre foi comprometido 20% da receita para ‘honrar’ com os empréstimos realizados junto ao governo federal. Já em 2015 esse percentual deve cair para 6%, conforme Silval.

Um dos maiores investimentos feitos para a Copa foi a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), porém, o governador disse não se arrepender de ter optado por esse modal em detrimento do Bus Rapid Transit (BRT), onde se constrói corredores exclusivos para os ônibus. “Enquanto outros estados estão começando a falar em planejar e começar um projeto em 2014, nós vamos entregar uma grande parte da nossa cidade com um transporte de qualidade, o primeiro da América Latina. O BRT já iria nascer saturado”, avaliou. O VLT está orçado em R$ 1,4 bilhão, enquanto o BRT custaria cerca de R$ 400 milhões.

Até a Copa, em junho do ano que vem, deve ser concluído o trecho do VLT, do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana da capital, à região do CPA. O projeto, no entanto, prevê a extensão até a Avenida Fernando Corrêa da Costa, na região do Coxipó.

Perguntado sobre as críticas acerca da concentração de investimentos na Copa enquanto as rodovias estaduais, principalmente as não asfaltadas, estão em estado precário, o governador disse que busca cumprir os compromissos firmados para a realização do mundial na capital e adiantou que será difícil resolver todos os problemas de infraestrutura nas estradas. “Em quatro anos, Mato Grosso dobrou a produção agrícola, então é preciso de muita infraestrutura”, afirmou. Ao todo, são 30 mil quilômetros de rodovias estaduais e somente sete mil deles são asfaltados.

Para dar manutenção nos 150 km de estradas municipais, foram entregues maquinários às prefeituras. Ao todo, foram mais de 400 máquinas, segundo ele. “O agravante é que o escoamento da produção é feito justamente no período de chuvas”, disse.

Inaugurações
Neste mês, devem ser inauguradas seis obras de mobilidade urbana, sendo que a maioria viaduto. Devem ser entregues a duplicação e da trincheira da Rodovia Mário Andreazza, e os viadutos da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), do Despraiado, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da MT-040. Todos os viadutos serão entregues com atraso, porém, as datas para as inaugurações foram remarcadas. G1.MT

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