Donos de autoescolas fazem protesto pelo fim da greve do Detran-MT

Sindicato da categoria alega que paralisação traz inúmeros prejuízos.
Manifestação acontece na sede do Detran, nesta sexta-feira

Revoltados com a greve dos servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran), donos e funcionários de autoescolas da capital, junto com despachantes, fazem manifestação na sede do órgão, que fica no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (8) e cobram a retomada das atividades. A paralisação da categoria já dura mais de 20 dias e não há previsão de término, conforme o Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran). A entidade informou que irá recorrer da decisão.

O protesto ocorre dois dias depois de a Justiça declarar a greve da categoria ilegal e fixar multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado (Sindcfc), Djalma Nogueira de Souza, a paralisação traz muitos prejuízos àqueles que precisam essencialmente do serviço da instituição. Com o faturamento comprometido, já que os testes práticos para a emissão de carteira de habilitação estão suspensos durante a greve, ele disse que até mesmo o pagamento do 13º salário dos funcionários ficam comprometidos.

“Respaldados pela decisão da Justiça, estamos fazendo um manifesto para sensibilizar os servidores a votar ao trabalho”, afirmou Djalma. Ele disse ter programado o início da manifestação para as 10h de hoje, porém, desde o início da manhã manifestantes começaram a chegar na sede do Detran, no Centro Político Administrativo (CPA).

Na decisão, a desembargadora Serly Marcondes, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), considerou que “o direito de greve se esgota, e passa a se tornar abuso, a partir do exato momento em que, apesar da insistência do requerido, nenhuma das reivindicações dependa mais tão só dos requerentes. O perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, agora, também se mostra cristalino. Afinal, são evidentes os prejuízos que a cessação coletiva de trabalho causa não apenas à administração, mas principalmente à população”, como consta em trecho do despacho.

Em nota, o sindicato pontuou que está lutando para ter repasses mensais previstos em lei para o órgão que “está sucateado na sede e no interior sendo que arrecada pelo menos R$ 1,2 milhão por dia e está nessa situação sem ter como dar atendimento digno para a população, sem condições de trabalho e em condições insalubres”. Disse ainda que que reivindicam a revogação da lei que prevê a terceirização da vistoria por ser inaceitável o fato da pasta, que está prestes a chegar à marca dos R$ 300 milhões anuais, segundo o Sinetran, alegar não tem recursos para equipar o setor. G1.MT

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