Educadores de Mato Grosso realizam ato público


Trabalhadores da educação de todo Estado realizam nesta quinta feira (25), a partir das 14h, ato público em Cuiabá em prol da pauta de reivindicações da 14ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. A concentração será realizada em frente ao Palácio Paiaguás e em seguida os manifestantes seguem em caminhada para a Assembleia Legislativa. A mobilização terá adesão de profissionais das redes municipais e estadual.

O objetivo dos trabalhadores é apresentar à sociedade mato-grossense as grandes demandas para a área da educação. O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) convida toda a população para participar do ato.

Durante a tarde a categoria participa da sessão na Assembleia Legislativa como forma de pressionar os parlamentares para a implementação de reivindicações antigas dos educadores, como por exemplo, a aplicação do piso salarial de R$ 1.937,26 e a revisão da política de reajuste e incentivos fiscais.

O ato público faz parte das atividades da Semana de Paralisação em Mato Grosso, que iniciou na segunda-feira (22) e segue até sexta-feira (26) em toda rede estadual. Diferente da maioria dos estados brasileiros no Estado a greve por tempo determinado é de 1 semana ao invés de 3 dias.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) Henrique Lopes explica que o tempo maior de paralisação é motivado pelas reivindicações da categoria que se repetem ao longo dos anos sem avanço. “Reafirmamos que o estado de Mato Grosso tem plena condição de atender as reivindicações da categoria bastando apenas que o governo do Estado faça o dever de casa, que é cumprir o mínimo,  a constituição estadual que prevê a aplicação de 35% dos recursos na educação e impede a retirada de financiamentos via isenção e renúncias fiscais”, diz o presidente.

 

No âmbito estadual as reivindicações da categoria são:

1-Implementação imediata do piso salarial de R$ 1.937,26 a todos os trabalhadores da educação;

2-Revisão da atual política de reajuste e incentivos fiscais, respeitando ao artigo 244 da Constituição Estadual de 1989;

3-Ampliação dos recursos da educação de forma a chegar aos 35% estabelecidos pela Constituição Estadual;

4-Garantir as horas atividades aos contratos temporários;

5-Assegurar a posse imediata dos classificados no concurso públicos e criar grupo de trabalho para a realização de novo processo seletivo para preenchimento dos cargos livres;

6-Assegurar a correção imediata da tabela salarial apoio administrativo educacional e revisar o adicional noturno dos vigias;

7-Estabelecer ações que visem o atendimento integral da pauta de reivindicações da categoria.

No âmbito nacional a categoria luta pela:

-Reserva de 100% dos royalties do petróleo para a educação;
-Aplicação do piso salarial;
-Destinação de 10% do PIB para a educação;
-Aprovação imediata do PNE;
-Convenção 151 da OIT;
-Profissionalização dos funcionários da educação.

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