Ele chegou em Canarana antes dos Gaúchos

 CANARANA – Se não conhecem, pelo menos tudo mundo já ouviu falar dos Maduro, uma família que já estava na região de Canarana antes mesmo no processo de colonização organizada pelo Norberto Schwantes e a Coopercol. Difícil imaginar como era a vida naquele tempo, há 40 anos, antes da chegada dos primeiros gaúchos. Pois é, mas antes de 1972, quando chegaram as primeiras famílias de Tenente Portela, já tinha gente aqui, no meio do mato, do nada.

Um dos integrantes dessa família é o senhor Augustinho Maduro. Sua história ficou conhecida de bastante gente na semana passada, quando concedeu uma entrevista ao repórter Sérgio Campos, da Rádio Araguaia FM. Seu Augustinho Maduro foi entrevistado na inauguração do chapéu de palha no Centro dos Idosos, visto porque é o projetista e executor da obra.

Muito elogiado pela 1ª Dama Vânia e o prefeito Walter Faria no evento, seu Augustinho tem nada menos do que “77 anos, 7 meses e alguns dias”, informou. Mas para ele idade não parece ser empecilho. Construiu com apenas dois ajudantes, um chapéu de palha com mais de 280 metros quadrados, tipo de construção considerada excelente para a nossa região, que é muito quente, pois deixa o ambiente com temperatura mais amena.

“Quando ela veio pra cá (Canarana), eu já era daqui. Então eu tenho 40 anos que moro aqui em Canarana. Primeiro não tinha cidade. Depois veio, e daí eu acompanhei”, falou o seu Augustinho, para começar a contar sua história.

Segundo ele, quando os gaúchos chegaram, fez várias construções de chapéu de palha. Contou que o pioneiro e ex-prefeito Luis Cancian também já morou debaixo de uma construção dessas nos primeiros anos de colonização pelos portelenses.

Depois de fazer várias obras em Canarana, em meados de década de 80, foi contratado para fazer chapéu de palha no estado de São Paulo, depois foi para o Rio de Janeiro na cidade de Parati. Também já foi para várias cidades do Mato Grosso, entre elas Sinop e Chapa dos Guimarães. “A pessoa caipira mais viajada do Brasil se chama Augustinho Maduro”, falou.

Perguntado se algum dos 10 filhos seguiu sua profissão, Augustinho Maduro disse que não. “Eles não nasceram para esse trabalho. Foram pra estudar, não conhecem nem madeira, tem outra vida, mas eu vim da roça, continuo ligado com a natureza”, relatou.

E seu Augustinho não pensa em parar. Já foi contratado por um francês para fazer um chapéu de palha em uma fazenda próximo do Auto Posto Rei da Estrada.

jop

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