Eleições 2012

 Escrito por O pioneiro

 Ás vésperas do ano da eleição municipal, 12 partidos se colocam para disputar os pouco mais de 13 mil votos dos eleitores.

 CANARANA – No ano que vem será escolhido pelos eleitores o novo prefeito e os novos vereadores que vão governar Canarana até o final de 2016. Ainda há algumas dúvidas quanto ao pleito de 2012, seja pelas decisões da justiça que tem ainda muita coisa pra decidir, seja pelos candidatos e coligações ainda com um cenário imprevisto.

Muitos moradores não estão nem um pouco ligando para essas eleições. Talvez nem lembram que ano que vem vamos escolher o prefeito e os vereadores. Outros acompanham os noticiários, mas pra eles tanto faz quem forem os eleitos. Não gostam de política, acham que todo mundo é safado e entra lá só para roubar. Votam somente porque é obrigação. Mas para a maioria, a adrenalina de uma disputa já começa a invadir as veias. Discussões, reuniões, pesquisas, lançamentos de pré-candidatos começam a fazer parte da rotina dos moradores.

Nossa reportagem buscou informações importantes junto a 31ª Zona Eleitoral, com sede em Canarana. Canarana tem hoje 13.208 eleitores. Esse número impressiona porque ele caiu em relação a última eleição, em outubro do ano passado, quando estavam aptos a votar em Canarana 13.349 eleitores, uma queda de 0,9%. Essa queda também foi registrada em Querência, outro município atendido pela 31ª Zona. Em outubro de 2010 Querência tinha 8.500 eleitores, número que caiu para 8.415 agora.

Conforme o chefe do cartório eleitoral, Dr. Henrique César Gonçalves Parreira, não há explicação para a queda do número de eleitores se os dois municípios estão tendo um crescimento populacional. Porém, acredita-se que no ano que vem muitos eleitores que atualmente moram em Canarana venham a fazer a transferência do título para cá. O prazo para transferir, fazer ou revisar o título expira em 09/maio, mas a orientação é que os interessados procurem o cartório antecipadamente para evitar as filas.

Com relação a filiados em partidos, pouco mais de 12% (ou 1.600 pessoas) do eleitorado tem ficha assinada em alguma das 12 siglas regularizadas em Canarana. O PMDB continua sendo o maior partido do município, com 242 filiados, seguido pelo PR com 229, PDT com 225, DEM com 216, PTB com 200. Já o PPS tem 108 filiados, PP tem 102, PSDB tem 99, PT tem 97, PSB tem 39, PSD tem 28 e o PV 21 filiados.

Desses 12 partidos que devem participar da eleição no ano que vem, dois são novos. O PSDB ficou alguns anos desativado em Canarana, mas ressurgiu através do ex-vice-prefeito Sadi Turra. O PSD é uma sigla nova a nível nacional e no município está sendo liderado pelo ex-prefeito Evaldo Dihel, que estava no PP. Na dança das siglas, também tivemos a filiação de Marcos da Rosa, que foi candidato a deputado estadual no ano passado, no PDT. Ele deixou o PP, mesmo partido em que estava o vereador Orlando, que foi para o PR. Já o vereador Jocasta deixou o DEM foi para o PSD. Só pode disputar as eleições do ano que vem quem se filiou no partido até 07/out passado.

Tem algumas decisões judiciais que ainda precisam ser tomadas. Ainda não há certeza se Canarana vai eleger 9 ou 11 vereadores. A princípio serão 11 vagas para o Legislativo. Também há muita indefinição quando a possibilidade coligações nas proporcionais, para vereadores, ou seja, ainda não se sabe se os partidos poderão se coligar também nas vagas para a Câmara. Outra decisão que ainda precisa ser tomada é quando a validade ou não da Lei da Ficha Limpa, onde um candidato condenado por um colegiado na justiça, mesmo cabendo recurso, é considerado ficha suja e assim não poderia concorrer.

Com relação aos candidatos e coligações, ainda há muita especulação e quase nenhuma certeza. Parece que o candidato do prefeito será o atual secretário de Saúde Fábio Faria. Da oposição fala-se muito como certa o nome do ex-prefeito Evaldo Dihel. Outros nomes, que surgem como alternativas, já foram lançadas, como o vereador Enio Haas do PDT, a vice-prefeita Marilei Bier do DEM, o empresário Saul Colossi do PMDB e o ruralista Niki Bernardi do PP. Assim como é difícil acreditar em múltiplos candidatos, até o momento não é possível compreender como ficariam as coligações se caso forem lançados apenas dois nomes, porque além desses citados, os outros partidos também almejam pelo menos encaixar o vice numa chapa. Vai faltar lugar para todos.

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