Em MT, restos de madeira viram artesanato com símbolos regionais

Artesãos utilizam material reciclado para a fabricação de peças.
Peças são exportadas para diversos países.

 Utilizando como matéria prima restos de madeira que seriam descartados, artesãos de Mato Grosso conseguem transmitir a cultura do estado e transformá-la em fonte de renda através da fabricação de peças de madeiras com símbolos mato-grossenses e das belas paisagens.

As toras de madeira são adquiridas por meio de sobras de mercearia, além de outros materiais ao alcance da criatividade, como arames, ferros de construções, cercas que são utilizadas para a composição do acabamento e transformadas em arte.

As madeiras, após serem serradas e lixadas, transformam-se em bases para a fabricação de chaveiros, brincos, ímãs de geladeira, porta-caneta ou miniaturas de pássaros com paisagens típicas de Mato Grosso.

A artesã Josina Adalva tem em sua loja mais de 300 peças regionais que despertam o interesse de turistas de diversas partes do mundo. “O marceneiro trabalha com móveis e todo o material que ele vai jogar ou queimar, eu pego com para fazer artesanato. Além de contribuir com o meio-ambiente eu o reutilizo como artesanato”, afirmou a artesã.

O reaproveitamento também traz lucros para a família de Sebastião Correa da Costa, que ao lado da esposa e do filho, utiliza a garagem da casa como oficina de artesanato.

Madeiras como teca marupá, MDF, sobras de marcenaria, se transformam em araras e tuiuius que decoram galhos de goiabeiras. Para a fabricação das peças, a madeira é passada na serra e depois é lixada em um motor de máquina de lavar roupa. Depois, o trabalho é feito também por Lourdes Colette e pelo filho Gean Cássio Correia da Costa, que realizam o acabamento das peças e a pintura

Seo Sebastião ensinou a técnica ao filho que também trabalha com madeira há 20 anos. “É muito gratificante, porque é uma coisa que eu gosto, dá vida e vai enfeitar a casa das pessoas”, afirmou.

Na loja em que os produtos são vendidos, ele e a esposa Janete montam as peças. “Aqui nada é perdido, tudo é reaproveitado, como arames, ferros de construções, cercas, tocos, cabos de vassouras”, declarou.

Na loja há encomendas para o estado do Rio de Janeiro e algumas peças já foram exportadas para países como França e Espanha.

G1 MT

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