Empregados dos Correios em MT vão decidir fim da greve em assembleia

Mesmo com o fim da greve anunciado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quinta-feira (27), os empregados dos Correios em Mato Grosso vão decidir em assembleia que será realizada a partir das 08h desta sexta-feira (28) se irão acompanhar a determinação da Justiça. Em Mato Grosso, a estatal mantém 1.479 profissionais. Destes, 600 são do setor da distribuição que foi o mais prejudicado durante o movimento grevista. Cerca de 40% dos envolvidos com a entrega e distribuição de cartas e encomendas aderiram à greve.a

Ao G1, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas dos Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso, Francisco da Silva Adão, disse que os serviços só voltarão ao normal após a realização da assembleia. Ele enfatizou ainda que os trabalhadores irão aguardar o retorno de um grupo de 40 grevistas que se deslocou a Brasília para exigir o cumprimento das reivindicações. “Eles estavam em Brasília ajudando a reforçar o movimento. Nós só iremos voltar ao funcionamento normal após a chegada deles”, afirmou o representante.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve no dia 19 de setembro. O atendimento das 150 agências do órgão no estado ficou comprometido. Nesta quinta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou o retorno imediato dos trabalhos a partir da 0h desta sexta-feira (28).

No julgamento do dissídio, os ministros do TST aprovaram reajuste de 6,5% para salários e benefícios, retroativo a agosto. Quanto aos dias parados, foi determinado que sejam compensados ou, caso haja recusa, descontados. Se as entidades sindicais não cumprirem a data de retorno estipulada, será aplicada multa de R$ 20 mil por dia.

Em nota, os Correios disseram que os trabalhos voltarão ao normal nesta sexta-feira e que a estimativa da empresa é normalizar a entrega com a realização de um mutirão neste fim de semana. Da carga dos últimos seis dias de paralisação, 89,8% foi entregue no prazo, o que equivale a 191,3 milhões de cartas e encomendas, afirmou em nota a estatal.

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