Entre Mato Grosso e Bolívia, existem “5 Km de puro medo” e total insegurança

Comérciantes protestaram contra a violência reclamando da queda nas vendas

Viajar de carro para fazer compras ou desenvolver qualquer atividade em cidades bolivianas que fazem fronteira com o Brasil pelo Estado de Mato Grosso está ficando cada dia mais arriscado. Depois de atravessar a linha da fronteira em Cáceres(230 km de Cuiabá), o trecho até o posto do Exército boliviano, de pouco mais de 5 quilômetros, tornou-se “território sem lei”. Como não há policiamento no lado boliviano e a estrada é ruim, não tem asfalto e o motorista ainda precisa atravessar um córrego, bandidos bolivianos estão assaltando os motoristas para roubar o carro e outros pertencentes. Semana passada, comerciantes de San Matias, a cidade boliviana mais próxima de Mato Grosso, protestaram contra a violência reclamando da queda nas vendas de roupas, tecidos, perfumes e outros consumidores por brasileiros. O protesto aconteceu durante uma reunião entre autoridades da Segurança Pública para discutir mecanismos de recuperação dos carros roubados no Brasil que são comercializados e circulam livremente na Bolívia. As polícias brasileiras não criaram informes oficiais de alertas aos viajantes, mas estão fazendo explanações sobre os riscos àqueles que são parados param nas barreiras para pedir informações sobre o percurso e a segurança. O comandante da Polícia Rodoviária Federal(PRF) em Cáceres, Luiz Antônio Filiage, disse que as informações são de que em uma única semana, dias antes dessa reunião, aconteceram quatro ataques a brasileiros no trecho em questão. Conforme ele, essa é uma modalidade de crime que não se tinha registro na região. Entre os veículos atacados e roubados, observa Filiage, está um Hyundai Sonata, que depois o proprietário teve de negociar a devolução com autoridades bolivianas. Para recuperá-lo, diz o dono, teve de pagar cerca de R$ 20 mil em impostos e taxas. O inspetor da PRF observa que não é uma regra dizer que o trecho pós-fronteira é violento, mas diz que se sente na obrigação de dizer a verdade aos motoristas. “Nossa obrigação é falar o que é real para quem nos pede informações”, completa. O comandante do Grupo Especial de Fronteira(Gefron), da Polícia Militar, tenente-coronel Wankley Corrêa Rodrigues, diz que realmente comerciantes bolivianos reclamam da queda nas vendas, mas por enquanto os alertas que fazem é sobre o respeito às imposições legais, como o limite para compras, estipulado em R$ 10 mil, e os produtos que podem transportar. Existe um movimento para impedir a cobrança de taxas para devolução de carros roubados e vendidos ou trocados por drogas na Bolívia. Diversas reuniões foram realizadas entre autoridades dos dois países, mas os acordos ainda são verbais, ou seja, nada que assegura oficialmente que a polícia boliviana apreenda e devolva os carros sem custos aos brasileiros roubados.Blog do Valdemir /Via 24 Horas News

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