Especialista diz que pecuaristas estão com mínima margem de lucro em MT

O analista de pecuária do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Fábio da Silva, apontou que o pecuarista em Mato Grosso está obtendo lucro mínimo diante da relação entre o custo de produção, que em Mato Grosso está em média R$ 80 por arroba, e o preço da arroba do boi, cuja média &eacut e; de R$ 85,60. “É uma margem bastante apertada, o que mostra que o pecuarista mato-grossense está tendo pouco lucro” – ele enfatizou, durante palestra proferida durante o Dia de Campo no último sábado, 23, desta vez na Fazenda Brasil, em Barra do Garças. Cerca de 250 pessoas entre produtores rurais, professores, técnicos e estudantes participaram do evento, cujo tema foi integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).
“A pecuária do Estado está passando por dificuldades, que podem ser explicadas pela falta de investimentos em recuperação de pastagem por parte dos pecuaristas, baixa concorrência de mercado e avanço da agricultura sobre áreas de pastagem. Para controlar esse cenário, os desafios para este ano são intensificar a utilização do solo, conquistar novos mercados, melhorar a gestão das propriedades e a logística regional, entre outros”, comenta Silva.
Outro ponto destacado na palestra foi o aumento no número de abates em Mato Grosso. Até o mês de novembro de 2012 foram abatidas 5,05 milhões de cabeças, 12,94% a mais do que em 2011, quando 4,87 milhões de animais foram destinados aos frigoríficos. Este aumento se deve, em grande parte, a alta no abate de fêmeas que respondeu por 46,9% dos abates no ano passado, 2,3 pontos percentuais a mais do que no ano anterior, quando o número de fêmeas abatidas correspondeu a 44,6% do total. “Com a degradação das pastagens, os pecuaristas se viram obrigados a aumentar o número de fêmeas enviadas para os frigoríficos, pois elas consomem mais pastagem do que os machos”, explica o analista.
Além dos dados sobre o mercado do agronegócio do boi, os participantes receberam informações sobre sistemas iLPF e seus objetivos, avaliações econômicas nos sistemas integrados, panorama atual da ferrugem asiática no Vale do Araguaia, desempenho da pecuária de corte integrada com lavoura na Fazenda Brasil, manejo e controle de plantas daninhas.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini, os dias de campo têm o objetivo de somar esforços para levar conhecimento e novas tecnologias aos produtores rurais mato-grossenses.  “É importante destacar que os Dias de Campo da Famato e Embrapa estão ocorrendo em diversas regiões do estado para aproximar o maior número de produtores das tecnologias e novas possibilidades de produção, não só na agricultura, mas também em outras cadeias, como a pecuária de leite e de corte”, analisa Romanini. 24 Horas News

Responder

comment-avatar

*

*