Estudo aponta impactos negativos na construção de hidrelétrica em Barra do Garças

O anúncio da construção de um empreendimento Hidrelétrico do Alto e Médio Rio Garças, composto por dez Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que serão construídas em sequência na região que abrange os municípios de Tesouro, Guiratinga e Alto Garças, despertou a atenção do Ministério Público quanto à sua legalidade e viabilidade.

Diante disso, foi encaminhada para o local uma equipe do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça (CAOP) composta por biólogo, engenheiro florestal e geólogo, para realizar perícia ambiental na região.

O laudo técnico apontou irregularidades insanáveis no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto de meio ambiente (RIMA) apresentados pelos empreendedores uma vez que a resolução 001/86 do Conama, que trata de licenciamento ambiental de empreendimentos impactantes, e o termo de referencia especifica, elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, foram desrespeitados.

Outro ponto de destaque é que, pelo fato das PCHs acarretarem uma extensão de mais de 30 KM de reservatórios, tanto a fauna como a flora local serão drasticamente afetadas. Consta no estudo que as usinas em cascata automaticamente matam o rio e interferem diretamente na reprodução dos peixes migratórios e na sobrevivência dos Botos.

Além disso, as comunidades localizadas às margens do Garças também sofrerão as consequências, já que o rio é fonte de emprego, renda e sustento de cerca de 150 pescadores profissionais e da população ribeirinha.

Os indígenas da etnia bororo que há centenas de anos habitam a região serão igualmente prejudicados, já que dependem da pesca e da caça para sua sobrevivência. via Semana7

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