ETC’s compõem corredor de escoamento da BR-163

A estimativa é que, em 2014, 3 milhões de toneladas de grãos escoem pela rodovia federal em direção ao norte. Ascom Aprosoja

A ansiedade pela conclusão das obras na BR-163, no Pará, tem motivo certo: as Estações de Transbordo de Carga (ETC’s) que estão em construção, ou em projeto, no Distrito de Miritituba e Santarenzinho, em Itaituba-PA, o que permite a interligação rodovia-hidrovia para escoamento de grãos, principalmente da região médio-norte e norte de Mato Grosso. Já o terminal da Cargill, em Santarém, ponto final norte da BR-163, é outra opção, tanto por rodovia, como pela hidrovia Tapajós e Madeira/Amazonas.

A estimativa é que, em 2014, 3 milhões de toneladas de grãos escoem pela BR-163 em direção ao norte, destas, 2,2 milhões de toneladas até a ETC da Bunge, em Miritituba, fazendo o transbordo em barcaça e seguindo pela hidrovia Tapajós para Vila do Conde, em Barcarena-PA. As outras 800 mil toneladas percorrem a BR-163 em direção ao terminal da Cargill, em Santarém. Para 2015 é esperado que o corredor dobre o escoamento de grãos para 6 milhões de toneladas, mantendo um volume crescente.


ETC’s Miritituba e Santarenzinho –
 Na margem direita do Tapajós, na região de Itaituba, no distrito de Miritituba e no distrito de Santarenzinho, existem oito ETC’s em diferentes estágios, uma em construção e outras em projeto. As estações fazem parte daAssociação dos Terminais Portuários Privados e das Estações de Transbordo de Cargas da Hidrovia Tapajós, e segundo Kleber Menezes, presidente da associação, a ETC da Bunge, é a mais adiantada, já está em finalização, aguardando a licença de operação. “A previsão de para início de operação da ETC Bunge é fevereiro de 2014. Já as ETC’s da HBSA, Cianport e Cargill, têm previsão de operação para outubro de 2015; Unirios, Bertolini e Via Norte, são previstas para março de 2016.”


Entraves –
 Com a BR-163 ainda em obras é preciso percorrer 182 quilômetros sem pavimento até a ETC da Bunge, em Miritituba. O trecho precisa de melhorias na espessura da massa asfáltica. Segundo Edeon Vaz, diretor executivo do Movimento Pró-Logística, todo o trecho entre o município de Guarantã do Norte, próximo a divisa de Mato Grosso e Pará, até a chamada “Vila do 30”, no Distrito de Campo Novo, também no município de Itaituba, próxima a Miritituba, foi construído em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e precisa de um reforço de capa de seis centímetros.

Já até o terminal da Cargill, em Santarém, são 328 quilômetros de estrada de chão. O trecho entre Vila do 30 e Rurópolis, que está todo sem pavimentação, já foi licitado com massa asfáltica de 12 centímetros, e está sob a responsabilidade da empreiteira Sanches Tripoloni, a partir de 2013.

Mais a frente, o lote cedido ao 8º BEC, de Rurópolis até Santarém, construído apenas em Tratamento Superficial Duplo (TSD), precisa de um adicional de 12 centímetros de massa asfáltica para suportar o fluxo de veículos que está sendo previsto depois que as obras forem concluídas.


Avanços e atrasos –
 De 2012 para 2013, foram somados 122 quilômetros de novas pavimentações na BR-163, no Pará. Para o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, as empreiteiras tiveram um bom volume de trabalho, com exceção da Trimec. “Se a empreiteira tivesse cumprido teríamos mais 30 quilômetros este ano. A Três Irmãos foi a que mais produziu de maio a novembro, mas é preciso frisar que todas as obras estão atrasadas, e que a conclusão era pra ter acontecido ainda em 2011.”

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), a entidade mantém a postura de cobrança. “Uma pesquisa que fizemos com os produtores de Mato Grosso mostrou que eles esperam da Aprosoja soluções para os problemas que sufocam a produção, e logística é o pedido que aparece em primeiro lugar.” O presidente ainda pontuou que o Diretor Executivo do DNIT, Tarcísio Freitas, comprometeu-se em garantir a trafegabilidade na BR-163 enquanto as obras não são finalizadas.

ETC’s compõem corredor de escoamento da BR-163


A estimativa é que, em 2014, 3 milhões de toneladas de grãos escoem pela rodovia federal em direção ao norte

Ascom Aprosoja

A ansiedade pela conclusão das obras na BR-163, no Pará, tem motivo certo: as Estações de Transbordo de Carga (ETC’s) que estão em construção, ou em projeto, no Distrito de Miritituba e Santarenzinho, em Itaituba-PA, o que permite a interligação rodovia-hidrovia para escoamento de grãos, principalmente da região médio-norte e norte de Mato Grosso. Já o terminal da Cargill, em Santarém, ponto final norte da BR-163, é outra opção, tanto por rodovia, como pela hidrovia Tapajós e Madeira/Amazonas.

A estimativa é que, em 2014, 3 milhões de toneladas de grãos escoem pela BR-163 em direção ao norte, destas, 2,2 milhões de toneladas até a ETC da Bunge, em Miritituba, fazendo o transbordo em barcaça e seguindo pela hidrovia Tapajós para Vila do Conde, em Barcarena-PA. As outras 800 mil toneladas percorrem a BR-163 em direção ao terminal da Cargill, em Santarém. Para 2015 é esperado que o corredor dobre o escoamento de grãos para 6 milhões de toneladas, mantendo um volume crescente.


ETC’s Miritituba e Santarenzinho –
 Na margem direita do Tapajós, na região de Itaituba, no distrito de Miritituba e no distrito de Santarenzinho, existem oito ETC’s em diferentes estágios, uma em construção e outras em projeto. As estações fazem parte daAssociação dos Terminais Portuários Privados e das Estações de Transbordo de Cargas da Hidrovia Tapajós, e segundo Kleber Menezes, presidente da associação, a ETC da Bunge, é a mais adiantada, já está em finalização, aguardando a licença de operação. “A previsão de para início de operação da ETC Bunge é fevereiro de 2014. Já as ETC’s da HBSA, Cianport e Cargill, têm previsão de operação para outubro de 2015; Unirios, Bertolini e Via Norte, são previstas para março de 2016.”


Entraves –
 Com a BR-163 ainda em obras é preciso percorrer 182 quilômetros sem pavimento até a ETC da Bunge, em Miritituba. O trecho precisa de melhorias na espessura da massa asfáltica. Segundo Edeon Vaz, diretor executivo do Movimento Pró-Logística, todo o trecho entre o município de Guarantã do Norte, próximo a divisa de Mato Grosso e Pará, até a chamada “Vila do 30”, no Distrito de Campo Novo, também no município de Itaituba, próxima a Miritituba, foi construído em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e precisa de um reforço de capa de seis centímetros.

Já até o terminal da Cargill, em Santarém, são 328 quilômetros de estrada de chão. O trecho entre Vila do 30 e Rurópolis, que está todo sem pavimentação, já foi licitado com massa asfáltica de 12 centímetros, e está sob a responsabilidade da empreiteira Sanches Tripoloni, a partir de 2013.

Mais a frente, o lote cedido ao 8º BEC, de Rurópolis até Santarém, construído apenas em Tratamento Superficial Duplo (TSD), precisa de um adicional de 12 centímetros de massa asfáltica para suportar o fluxo de veículos que está sendo previsto depois que as obras forem concluídas.


Avanços e atrasos –
 De 2012 para 2013, foram somados 122 quilômetros de novas pavimentações na BR-163, no Pará. Para o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, as empreiteiras tiveram um bom volume de trabalho, com exceção da Trimec. “Se a empreiteira tivesse cumprido teríamos mais 30 quilômetros este ano. A Três Irmãos foi a que mais produziu de maio a novembro, mas é preciso frisar que todas as obras estão atrasadas, e que a conclusão era pra ter acontecido ainda em 2011.”

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), a entidade mantém a postura de cobrança. “Uma pesquisa que fizemos com os produtores de Mato Grosso mostrou que eles esperam da Aprosoja soluções para os problemas que sufocam a produção, e logística é o pedido que aparece em primeiro lugar.” O presidente ainda pontuou que o Diretor Executivo do DNIT, Tarcísio Freitas, comprometeu-se em garantir a trafegabilidade na BR-163 enquanto as obras não são finalizadas.

 

 

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