Ex-deputado de MT aguarda ser solto e recebe visita dos filhos na prisão

José Riva (PSD) está preso há 4 meses no Centro de Custódia de Cuiabá.
Ele é acusado de desviar mais de R$ 62 mi da Assembleia Legislativa.

Dois filhos do ex-parlamentar estiveram na prisão na manhã desta quarta (24). (Foto: Reprodução/TVCA)

Um dia após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em conceder liberdade ao ex-deputado estadual José Geraldo Riva (PSD-MT), ele continua preso no Centro de Custódia de Cuiabá, nesta quarta (24). O Poder Judiciário informou que tem o prazo de 24 horas para cumprir a determinação do Supremo e que ainda não foi notificado da decisão. O documento deverá ser encaminhado para o Fórum da capital, que funciona a partir do meio dia [horário de Mato Grosso].

Riva, que acumula mais de 100 processos por improbidade administrativa, é acusado de liderar um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa (ALMT) e desviar mais de R$ 62 milhões dos cofres públicos. Dois filhos do ex-deputado estiveram na manhã desta quarta-feira na prisão para visitar o pai e não falaram com a imprensa. Chegaram em um veículo, com placas de Juara, cidade a 690 km da capital, e aguardaram a abertura do portão de entrada pelos agentes penitenciários.

A ex-secretária estadual de Cultura, Janete Riva, esposa do ex-parlamentar, e a  filha mais velha do casal, a deputada estadual Janaína Riva (PSD), ainda não estiveram na unidade prisional. Os advogados de Riva aguardam o documento, que deverá ser encaminhado pelo STF, para elaborar o alvará de soltura. De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a juíza Selma Rosane dos Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e quem mandou prender o ex-deputado, é que deverá receber a decisão.

Riva prestou depoimento no Fórum de Cuiabá, nesta terça (9). (Foto: Reprodução/TVCA)
Riva prestou depoimento no dia 9 de junho no Fórum de Cuiabá. (Foto: Reprodução/TVCA)

Ao participar de uma audiência no último dia 9, José Riva negou à juíza qualquer envolvimento com o esquema de desvio de verba. Ele foi preso no dia 21 de fevereiro, durante a Operação Imperador, deflagrada pelo Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco). No julgamento do habeas corpus no STF, dois ministros votaram pela manutenção da prisão, mas outros dois votaram pela soltura. Como houve empate, a decisão final beneficiou Riva, que responderá o processo na Justiça estadual em liberdade. G1.MT

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