Ex-servidora de MT suspeita de fraude milionária se apresenta à polícia

Magda Curvo presta depoimento à Delegacia Fazendária nesta quarta-feira.
Segundo a polícia, ela foi a maior beneficiada com o esquema

Segundo g1 mt,a ex-servidora da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz) Magda Curvo, suspeita de liderar o esquema que fraudou R$ 12,9 milhões da Conta Única do Estado, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (23), em Cuiabá. A defesa da suspeita, que estava foragida desde o início deste mês, alegou, momentos antes de entrar no prédio da Delegacia Fazendária de Mato Grosso, que a ex-servidora é inocente. Ela presta depoimento à delegada Cleibi Aparecida de Paula.

Magda exercia o cargo de coordenadora de controle da Conta Única e seria um dos responsáveis pelo desvio de recursos para contas de supostos laranjas. Além disso, seria a maior beneficiada com o esquema desmantelado durante a Operação Vespeiro, deflagrada no último dia 3. Ao todo, conforme a Polícia Civil, 46 pessoas têm envolvimento na fraude, sendo que sete são servidores e o restante era contratado pelos líderes da organização para emprestar suas contas bancárias para a transferência do dinheiro. Em troca, eles recebiam pequenas quantias e até mesmo roupas, como informou a polícia.

Suspeita de chefiar a organização, a ex-servidora comprou uma casa em um condomínio de luxo em Cuiabá, segundo levantamento da Delegacia Fazendária. Na ocasião em que o relatório sobre o patrimônio dos suspeitos foi divulgado, o delegado Rogério Modelli, que conduziu a operação, declarou que Magda mora em um condomínio fechado que aparentemente é incompatível com seus rendimentos.

Dos 38 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 15 foram cumpridos durante a operação, sendo que dos sete servidores supostamente envolvidos apenas a ex-secretária-adjunta do Tesouro Estadual, na Sefaz, foi presa. Ela foi solta cinco dias após ser detida por decisão do juiz José de Arimatéia, titular da Vara Especializada do Crime Organizado, Crimes contra a Ordem Tributária e Econômica e Crimes contra a Administração Pública da Comarca de Cuiabá, autor dos mandados de prisão temporária. No entanto, todos os servidores foram afastados um dia depois da operação ter sido deflagrada.

De acordo com a polícia, além de Magda, outros integrantes da quadrilha compraram mansões, carros, barcos de luxo e montaram até restaurantes, provavelmente com o dinheiro desviado do sistema financeiro estadual. O levantamento patrimonial feito pela Delegacia Fazendária também identificou que os fraudadores criaram empresas de fachada cujos endereços informados à Receita Federal não condiziam com a realidade.

Um relatório divulgado pela Auditoria Geral do Estado (AGE) mostrou que desde 2007 cada um dos envolvidos recebia em média R$ 9 mil por mês desde 2007, segundo a AGE. Apesar de a Auditoria apontar uma fraude de R$ 12,9 milhões, a Delegacia Fazendária afirmou que o desvio pode chegar a R$ 18 milhões. Os suspeitos devem responder pelos crimes de formação de quadrilha, crimes contra administração pública, falsidade ideológica e peculato.

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